Tuberculose retrocede no mundo, mas continua sendo problema

Paciente com tuberculose descansa em um hospital de Madagascar

A tuberculose, que, em 2012, provocou a morte de 1,3 milhão de pessoas no mundo, retrocedeu pelo terceiro ano consecutivo, mas continua sendo um grande problema de saúde, anunciou nesta quarta-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A tuberculose continua sendo uma das doenças infecciosas mais mortíferas do mundo, em segundo lugar, logo atrás do HIV/Aids.

De acordo com o relatório anual da OMS sobre a tuberculose, 8,6 milhões de pessoas contraíram o bacilo em 2012 (destas, 1,1 milhão estavam contaminadas ao mesmo tempo com o vírus da Aids), contra 8,7 milhões no ano anterior.

Desde 1990, este número caiu 45%.

Do total de novos casos registrados, 29% foram detectados no sudeste da Ásia, 27% na África e 19% nas regiões do Pacífico Oeste. Índia e China, por sua vez, registraram 26% e 12% dos casos, respectivamente.

As mortes caíram a 1,3 milhão (destas, 320.000 pessoas também estavam contaminadas pelo HIV) no mundo, contra 1,4 milhão no ano anterior.

Cerca de 530.000 crianças de menos de 15 anos foram afetadas pela tuberculose no ano passado e 74.000 delas morreram devido a esta doença, afirma a OMS.

A mortalidade registrou um pico em 2003, com 1,8 milhão de falecimentos.

De 1995 - data do lançamento de um programa mundial de luta contra a tuberculose - a 2012, 56 milhões de pessoas puderam ser tratadas, e foi evitada a morte de 22 milhões de indivíduos.

Mas, para a OMS, "a tuberculose continua sendo um grande problema de saúde global". Ocorreram progressos, mas estes não foram suficientemente rápidos, segundo a organização.

Em 2012, apenas 5,7 milhões de novos casos foram registrados. O que significa que cerca de um terço dos casos estimados não foram informados, um número estável em relação ao ano anterior.

Uma dúzia de países representam três quartos dos casos que não são registrados: Índia, África do Sul, Bangladesh, Paquistão, Indonésia, China, R.D. Congo, Moçambique, Nigéria, Etiópia, Filipinas e Mianmar.

A OMS também se preocupa com o avanço da tuberculose multirresistente (TB-MR), o dobro que no ano anterior. Mas a organização considera que os números verdadeiros são muito superiores (450.000 novos casos estimados no ano passado), o que significa que mais de três em cada quatro casos não são detectados.

Os maiores níveis de tuberculose multirresistente - que provocou a morte de 170.000 pessoas em todo o mundo em 2012 - são registrados na Europa Oriental e na Ásia Central.

Em relação a uma vacina, a OMS considera que ela não estará disponível antes de 2025.

A organização considera que o objetivo de reduzir à metade, entre 1990 e 2015, a mortalidade vinculada à tuberculose está ao alcance de todos.