Túlio Gadêlha fala que chefe de gabinete foi procurado pelo PSD para negociar o silencio; pedetista nega

Anita Efraim
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Túlio Gadêlha postou foto ao lado da candidata Marina Arraes (PT), em oposição ao PDT, que apoia João Campos (PSB) (Foto: Reprodução/Instagram)
Túlio Gadêlha postou foto ao lado da candidata Marina Arraes (PT), em oposição ao PDT, que apoia João Campos (PSB) (Foto: Reprodução/Instagram)

O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE) afirmou nas redes sociais que o chefe de seu gabinete foi procurado pela campanha do PSB para “negociar o silêncio” dele. Enquanto o partido declarou apoio a João Campos e está na coligação do PSB, Gadêlha está com Marina Arraes (PT).

“Meu chefe de gabinete foi procurado pela coordenação da campanha do PSB no Recife. Disse que eles estavam querendo ‘negociar o meu silêncio’ nesse segundo turno. Dá pra acreditar?! Me senti testemunha de um crime. Crime mesmo foi o que eles fizeram nesses últimos anos no Recife”, escreveu nas redes sociais.

No entanto, Rafael Bezerra, chefe de gabinete de Gadêlha, negou que o fato tenha ocorrido. “Ainda que os elementos da comunicação estejam suscetíveis a ruídos, afirmar algo que nunca aconteceu fere o que poderia se considerar contornável mesmo dentro do que conhecemos como ‘jogo político’”, rebateu Bezerra.

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O chefe de gabinete anunciou ainda que deixaria o posto após as declarações de Túlio Gadêlha. “Com lamento, perplexidade e indignação, despeço-me da composição de um mandato que construímos com grande implicação e compromisso. Sigo no PDT e na construção de um Projeto Nacional de Desenvolvimento. Sigamos, pois esse projeto é maior do que todos nós”, escreveu.

Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, declarou em comício que, dentro do partido não há espaço para quem não apoia do candidato do PSB, João Campo. “Nosso partido não tem espaço para traíra”, afirmou, sem citar Gadêlha.

Eleições em Recife

Pouco mais de um milhão de recifenses vão às urnas para decidir o segundo turno em uma eleição com detalhe curioso: será decidida entre primos. Os candidatos João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT).

Campos chegou ao segundo turno de uma das votações mais apertadas entre capitais ao fazer 29.17% dos votos válidos. Prestes a completar apenas 27 anos, ele é filho do ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014.

Marília, por sua vez, é neta do também ex-governador Miguel Arraes e prima de Eduardo Campos. Atualmente é deputada federal por Pernambuco e foi, entre 2009 e 2019, vereadora no Recife.

Eleições municipais em todo país

As Eleições 2020 moveram praticamente todo país neste domingo. Por conta do coronavírus, essa foi uma eleição diferente, com horários estendidos e mais critérios de segurança sanitária.

Uma questão que levanta muitas dúvidas ao longo processo é o famoso coeficiente eleitoral. Bem resumidamente, é a divisão do número de eleitores pelo número de vagas (nós explicamos com detalhes AQUI). Cada cidade, então, tem seu coeficiente eleitoral.

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