Túlio Starling diz que "Pantanal" representa grupos oprimidos: "Chicos existem"

Tulio StarlinTúlio Starling interpretou Chico, filho de Gil e Maria Marruá. (Foto: Divulgação/João Miguel Júnior)g interpretou Chico, filho de Gil e Maria Marruá. (Foto: Divulgação/João Miguel Júnior)
Túlio Starling interpretou Chico, filho de Gil e Maria Marruá. (Foto: Divulgação/João Miguel Júnior)

O ator Túlio Starling, de 32 anos, interpretou Chico, filho de Juliana Paes e Henrique Diaz, nos dois primeiros capítulos da novela “Pantanal”, da TV Globo. E mesmo com sua breve passagem pela trama, o irmão de Juma Marruá acendeu um debate que movimentou a história: a luta pelo direito à Terra. "Chicos existem, né?", diz o ator.

"A importância que o Chico trazia para narrativa que era de contextualizar um tema muito urgente e muito antigo dentro da sociedade brasileira, que está relacionado a nossa formação colonial enquanto a violência no campo e a luta pelo direito à terra”, contou Starling em entrevista ao Yahoo.

"Essas pessoas são oprimidas pelas estruturas de poder e são oprimidas pela impunidade, pela invisibilidade da dessas violências, pelo desmonte de políticas que possam protegê-los no seu direito ao acesso à terra. Essas pessoas existem e essas pessoas morrem”, declarou.

De acordo com o artista, o personagem ajuda a contextualizar o tema, já que a novela é sobre a natureza e a interação da natureza com o ser humano: “Tinha essa importância de dar a dimensão social dessa interação entre o ser humano e a natureza. Essa dimensão das injustiças sociais”.

Na novela, Túlio teve a oportunidade de contracenar com Henrique Dias, ator que interpretou Chico na primeira versão de “Pantanal”. “Sempre admirei ele, desde 2007, quando eu vi ‘Gaivota - Tema para um Conto Curto’, espetáculo que ele dirigia e também assinava dramaturgia. Henrique é um dos grandes atores, diretores e dramaturgos da nossa cultura brasileira", contou.

“Ele é um conselho vivo”, elogiou Starling. “Ele é o ator que observando você já aprende uma série de coisas”. Juntos, eles passaram a construir uma relação para preencher as minúsculas humanas dos personagens e os silêncios entre eles. “Uma família que tem ali uma uma amorosidade entre si no meio daquela opressão toda”.