Equador e Colômbia analisam fotos que seriam de jornalistas sequestrados

Bogotá, 12 abr (EFE).- As autoridades da Colômbia e do Equador estão analisando fotos que mostram corpos que seriam de três profissionais do jornal "El Comércio" sequestrados na fronteira.

A Fundação Para a Liberdade da Imprensa da Colômbia (Flip) entregou o material diretamente ao vice-presidente do país, Óscar Naranjo, que é general reformado da polícia. As fotos foram enviadas ao órgão pela emissora "Notícias RCN".

Naranjo respondeu que as equipes de investigação estão trabalhando para fazer as verificações necessárias nas fotos e para entrar em contato com as autoridades do Equador.

A "Notícias RCN" também enviou o material à Fundação Andina para Observação e Estudo de Veículos de Imprensa (Fundamedios), que informou o governo do Equador e os familiares das vítimas sobre a existência das fotografias.

Uma fonte ouvida pela Agência Efe disse que o diretor da Fundamedios, Cesár Ricaurte, está na sede do Sistema de Segurança Integrado em Quito para participar de uma reunião sobre o caso.

"Confirmamos que recebemos fotografias da @RCNNoticias relacionadas com a situação da equipe jornalística sequestrada. As colocamos à disposição das autoridades e estamos à espera de uma confirmação oficial", disse a Fundamedios no Twitter.

Já a Flip afirmou em nota que a gravidade dos fatos exige uma atuação mais responsável dos governos de Equador e Colômbia, condenando a postura das autoridades dos dois países no caso.

A equipe do jornal "El Comércio" era formada pelo repórter Javier Ortega, de 36 anos, pelo fotógrafo Paúl Rivas, de 45, e pelo motorista Efraín Segarra, de 60. Eles foram sequestrados no dia 26 de março na província de Esmeraldas, no noroeste da Colômbia.

Os três estavam na região para uma matéria sobre as consequências dos ataques registrados desde janeiro, mas acabaram sequestrados pelo líder de um grupo dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Walter Patricio Artízala Vernaza. EFE