Turismo é luz no fim do túnel

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Sim, é claro que estamos dentro dele, um túnel ainda repleto de tristezas e perplexidades que a pandemia nos impôs. Não obstante, há uma certeza que nos alimenta: existe uma luz ao seu fim. É indubitável que ela brilhará mais forte, na retomada da atividade turística no Brasil e, em especial, no Estado do Rio de Janeiro.

Partimos do princípio de que, em breve — assim que os comandos da ciência e da saúde pública indicarem —, as pessoas em geral estarão ávidas para abrirem as portas de suas residências, pegarem o carro, tomarem as estradas e, com os seus, rumarem ao encontro da natureza. Haverá uma espécie de “boom” à procura do oxigênio de uma montanha, de um restaurador raio de sol, do pisar numa grama ou numa areia, de um mergulho no mar límpido, de curtir uma cachoeira, bem como de buscar um pacífico e aberto ambiente rural. Esse será o retrato inicial, emoldurado em apetitosa gastronomia.

Nesse contexto, fato é que o Rio de Janeiro possui todas essas opções, em múltiplas possibilidades das serras ao mar. Um sublime e inalienável ativo, como pouquíssimas regiões do mundo dispõem.

Com efeito, depois de amplos debates com todos os fundamentais setores e instituições da cadeia produtiva do turismo, perpassando, ainda, o diálogo com os municípios em geral, chegamos à conclusão de que na esteira da ansiada flexibilização da quarentena, indica-se que os nossos potenciais visitantes/clientes estão num raio de 400 a 500 km de nós. Esse é o mercado a ser trabalhado. O “turismo de proximidade” incorporando, inexoravelmente, o fluxo interno circular entre os habitantes do próprio estado, em particular da capital para o interior.

Somado a isso, os meio de hospedagem, equipamentos e serviços turísticos cuidarão de implantar rigorosa observância dos protocolos de vigilância sanitária, assegurando a primazia da limpeza e profilaxia dos espaços e objetos internos, como também a preservação do distanciamento social nas suas respectivas áreas comuns. A ideia é estabelecer um verdadeiro Selo de Segurança “AMBIENTE COVID ZERO”.

O planejado, portanto, tem uma diretriz simples: qualificar nossas estruturas e produtos à realidade e promovê-los onde estão os consumidores. Esse será apenas um primeiro passo — turismo receptivo doméstico —, afinal, estamos tratando do Rio de Janeiro, destino notório de amplitude planetária.

Doravante, ao tempo que fluirá, prosseguiremos o significativo trabalho que em 2019 ensejou o reposicionamento do nosso Rio de Janeiro nos mercados nacional e internacional. Este, inclusive, será explorado de forma bem especial.

Há muito por lutar e fazer. O importante, como prática, é ir cultivando a fértil interação público/privado, com o respaldo inédito de um governador que, compreende o turismo como “um novo petróleo”. Tudo isso, ao fim e ao cabo, significa soerguimento da economia fluminense e a manutenção de trabalho, empregos e renda de milhares e milhares de pessoas. É o que interessa!

Otavio Leite é secretário estadual de Turismo