Turquia acusa Assad de crimes de guerra por ataque químico na Síria

Istambul, 4 abr (EFE).- A Turquia atribuiu nesta terça-feira ao regime de Bashar al Assad a autoria do suposto ataque com armas químicas contra a cidade de Khan Sheikhoun, em Idlib, no norte da Síria, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, telefonou para seu colega russo, Vladimir Putin, para qualificar o massacre de "inaceitável".

"O regime de Assad realizou hoje um ataque contra civis em Idlib, na Síria. Condenamos categoricamente este incidente, que equivale a um crime de guerra e a um crime contra a humanidade", disse o porta-voz da presidência turca, Ibrahim Kalin.

Kalin acrescentou que Erdogan tinha falado hoje com Putin, que apoia Assad militarmente, para "ressaltar que o ataque desumano em Idlib é inaceitável e que as ações do regime (sírio) põem em risco o cessar-fogo".

"Pedimos à comunidade internacional que dê os passos necessários em relação às atrocidades na Síria, que continuam há seis anos", disse Kalin em declarações veiculadas pela emissora "NTV".

O Ministério das Relações Exteriores turco também condenou o ataque, que atribuiu a "elementos do regime sírio" em comunicado, e exigiu ao governo de Assad "pôr fim imediatamente às graves violações do cessar-fogo que se dirigem inteiramente contra civis".

A diplomacia turca considerou que as imagens que chegam de Khan Sheikhoun "indicam uma clara violação das decisões do Conselho de Segurança das Nações Unidos em relação à proibição de armas químicas (na Síria)".

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), que citou fontes médicas e ativistas, pelo menos 58 pessoas - entre elas 11 menores - morreram e dezenas ficaram feridas hoje em um suposto bombardeio químico em Khan Sheikhoun, uma cidade de 75 mil habitantes controlada pelo Exército Livre Sírio, que se opõe a Assad.

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