Turquia critica condições da UE, mas promete cooperar se houver gestos

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As bandeiras da Turquia e da União Europeia, em Bruxelas, em novembro de 2015

A Turquia criticou nesta quinta-feira (25) as condições impostas pela cúpula da União Europeia, que pediu garantias para relançar as relações com Ancara, e prometeu responder com "passos positivos" aos possíveis gestos do bloco.

"Embora a necessidade de uma agenda positiva tenha sido enfatizada, foi descoberto que o relatório foi escrito de um ponto de vista unilateral e sob a influência de alegações de alguns países membros de mentalidade estreita", lamentou o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, em um comunicado.

No entanto, o chanceler apreciou os esforços para prosseguir as relações "com base numa agenda positiva" e prometeu responder com "passos positivos" aos gestos da União Europeia (UE) tendo em conta os "interesses comuns".

O bloco de 27 países pediu nesta quinta-feira à Turquia promessas de relançar suas relações com Bruxelas e colocou Ancara sob vigilância até junho para enfatizar sua desaprovação em relação à deterioração de direitos e liberdades no país.

Os dirigentes da UE, reunidos numa cúpula, aprovaram uma estratégia "progressiva, condicional e reversível" para reforçar a cooperação em "um certo número de domínios de interesse comum", anunciou o porta-voz do Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

A UE, porém, coloca como condição que a "desescalada atual" continue e que "a Turquia se comprometa de forma construtiva", explica a declaração aprovada pelos dirigentes.

Os europeus querem normalizar as relações com a Turquia após um ano de tensão, mas pedem ao presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que demonstre sua vontade de apaziguamento, em particular, para resolver as disputas com a Grécia e Chipre, a retirada de tropas da Líbia e respeito pelos direitos fundamentais em seu país.

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