Turquia destituirá 3 mil militares suspeitos de vínculos com golpe

O ministro da Defesa da Turquia, Nurettin Canikli, discursa no Parlamento em Ancara, capital do país, em 30 de janeiro de 2018

As Forças Armadas turcas destituirão nos próximos dias cerca de 3 mil militares suspeitos de ligação com o fracassado golpe de Estado de julho de 2016, anunciou nesta quarta-feira o ministro da Defesa, Nurettin Canikli.

"Desmascaramos uma estrutura de 3 mil homens dentro das Forças Armadas. Nos próximos dias serão destituídos por decreto", disse Canikili, citado pela agência estatal Anatólia.

As autoridades turcas realizaram um amplo expurgo nas instituições do Estado após a tentativa de golpe de 15 de julho de 2016 liderada por setores militares.

Ancara acusa o pregador Fethullah Gülen de ter fomentado o golpe de Estado, mas ele nega qualquer envolvimento no caso.

Gülen reside nos Estados Unidos há vinte anos.

Ao menos 55 mil pessoas foram detidas e mais de 140 mil perderam seus cargos com base no estado de emergência decretado em 20 de julho de 2016 e atualmente em vigor.

Em um primeiro momento, os expurgos envolveram os golpistas e seus supostos cúmplices, principalmente dentro das Forças Armadas, mas depois se estenderam aos círculos pró-curdos e críticos, afetando de líderes políticos a jornalistas e professores.