Terrorista que colocou bomba no metrô de Londres recebe prisão perpétua

Londres, 23 mar (EFE).- Um tribunal de Londres ditou nesta sexta-feira uma condenação à prisão perpétua, com cumprimento mínimo de 34 anos, ao terrorista que colocou em um vagão do metrô de Londres uma bomba que feriu mais de 30 passageiros no dia 15 de setembro de 2017.

Ahmed Hassan, um iraquiano de 18 anos que chegou ao Reino Unido aos 16, fabricou um artefato que explodiu de forma parcial na estação Parsons Green, no sudoeste da capital britânica.

O júri considerou culpado o jovem, que tinha pedido asilo e que, segundo o magistrado do tribunal penal de Old Bailey, utilizou 400 gramas do componente químico TATP com a intenção de provocar uma "carnificina".

O artefato fabricado por Hassan não explodiu com a potência que o terrorista tinha previsto, mas gerou uma "enorme bola de fogo" no vagão, no qual estavam 93 pessoas, segundo as testemunhas.

O juiz ressaltou em sua sentença que as queimaduras e ferimentos sofridos por algumas pessoas "mudaram suas vidas" e provocaram um "significativo dano psicológico".

O magistrado considerou que o jovem é um "indivíduo perigoso" que planejou o ataque "com uma determinação impiedosa e uma eficiência quase militar, ao mesmo tempo em que fingia ser um requerente de asilo exemplar".

Quando chegou ao Reino Unido, Hassan explicou aos funcionários de imigração que fugia do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que segundo sua versão tinha tentado retê-lo à força para submetê-lo a treinamento.

Durante o julgamento, o terrorista argumentou que queria cometer um atentado para imitar cenas do filme de ação "Missão impossível".

Quando a bomba que tinha fabricado explodiu em Parsons Green, o autor do ataque já tinha descido na estação anterior, Putney Bridge, e ativado um temporizador.

Hassan viajou então de trem até Dover, no litoral sudeste da Inglaterra, depois de ter trocado de roupa em várias ocasiões durante o trajeto, e foi detido nessa cidade portuária. EFE