Procuradoria não tem provas de que detido participou de atentado em Dortmund

Berlim, 13 abr (EFE).- A Procuradoria Federal alemã pediu nesta quinta-feira prisão para o iraquiano detido ontem após o atentado contra o Borussia Dortmund por ter combatido presumivelmente nas fileiras do Estado Islâmico (EI) no Iraque, embora admitiu que não encontrou nenhuma prova de que tenha participado do ataque de terça-feira.

Em um comunicado, a Procuradoria explicou que o homem, identificado como Abdul Beset A., de 26 anos, é acusado de ter sido membro do autodenominado Estado Islâmico em Iraque, pelo menos até 2014, e de ter mantido contato com membros do grupo terrorista desde a Alemanha, onde chegou no começo do ano passado.

"O acusado foi detido ontem temporalmente relacionado com o atentado contra o ônibus da equipe do Borussia Dortmund. As investigações não mostraram por enquanto nenhuma pista de que o acusado tenha participado do atentado ", manifestou.

No entanto, acrescentou a Procuradoria, o homem é suspeito de ter militado no EI e de ter dirigido no Iraque uma unidade de cerca de dez pessoas, encarregada de preparar "sequestros, extorsões e também assassinatos".

Segundo os investigadores, Abdul Beset A. chegou a combater com o EI; em março de 2015 viajou à Turquia e no começo de 2016, à Alemanha.

O acusado, que era o único detido pelo ataque ao Dortmund, será levado hoje perante o Supremo Tribunal, que deve decidir seu destino.

A Procuradoria havia informado ontem que investigava como atentado "terrorista" o ataque com três artefatos explosivos contra o ônibus do Dortmund e que as forças de segurança tinham em seu ponto de mira dois suspeitos do "espectro islamita", cujas moradias foram revistadas, embora somente a Abdul Beset A tenha sido detido.

A principal pista sobre um possível são três textos iguais que foram achados no local dos fatos, nos que pedia à Alemanha que retirasse os aviões que participam na missão militar na Síria e o fechamento da base aérea americana de Ramstein (sudoeste de Alemanha).

A Procuradoria explicou que em uma página de internet de extrema esquerda o ataque também foi reivindicado, mas precisou que os investigadores tinham "dúvidas consideráveis" sobre a veracidade dessa mensagem. EFE