Turquia garante que CoronaVac é 91,25% eficaz

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Foto de 9 de outubro de 2020 de uma dose da candidata a vacina contra a covid-19 da farmacêutica chinesa Sinovac durante a terceira fase de testes no hospital Acibadem, em Istambul

A Turquia anunciou nesta quinta-feira (24) que receberá em breve da China as primeiras unidades da vacina CoronaVac contra a covid-19, cuja eficácia é de mais de 90%, apesar de ainda não haver resultados oficiais dos testes de fase 3 deste imunizante.

As autoridades turcas asseguram ter comprovado eficácia de 91,25% antes de a CoronaVac alcançar a fase 3 nos testes realizados com 7.371 voluntários.

Tratam-se de resultados preliminares, pois os testes de fase 3 continuam em andamento na Turquia.

"Estamos convencidos agora de que esta vacina é eficaz e segura para a população turca", disse o ministro turco da Saúde, Fahrettin Koca, apesar da ausência de resultados oficiais e de estudos publicados pela fabricante chinesa.

Estes dados, que representam "uma primícia mundial", poderiam servir para uma autorização em breve desta vacina, acrescentou o ministro.

No Brasil, o Instituto Butantan já tinha assegurado na quarta-feira que os testes com a CoronaVac, que desenvolve em parceria com o laboratório chinês Sinovac, foram satisfatórios e que espera começar a aplicar o imunizante em janeiro, mas se absteve de dar detalhes sobre os estudos.

A Turquia receberá inicialmente três milhões de doses da Sinovac e terá a opção de obter mais 50 milhões, conforme iniciar a vacinação no próximo mês, que começará pelos profissionais de saúde e os mais vulneráveis.

Koca disse que os primeiros carregamentos da vacina chinesa serão enviados para a Turquia no domingo.

A Turquia também vai assinar nos próximos dias um acordo com a Pfizer e a BioNTech para comprar 4,5 milhões de doses, com a opção de adquirir mais 30 milhões da farmacêutica norte-americana e seu parceiro alemão, disse Koca.

Segundo o ministro, o país "será capaz de vacinar 1,5 milhão ou até dois milhões de pessoas por dia". A "primeira fase" da inoculação abrangerá nove milhões de pessoas, acrescentou.

A nação de 83 milhões de habitantes registrou 19.115 mortes pela covid-19 e 2,2 milhões de infecções oficialmente contabilizadas desde o início da pandemia.

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