Turquia pede à Rússia revisão das demandas 'unilaterais' sobre Ucrânia

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Chanceler turco, Mevlut Cavusoglu, em entrevista coletiva, em Ancara, em 27 de dezembro de 2021 (AFP/Adem ALTAN)

A Turquia pediu ao governo russo, nesta segunda-feira (27), que abandone suas exigências "unilaterais" e adote uma abordagem mais construtiva para resolver a crise com as potências ocidentais e com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) sobre a Ucrânia.

"Para que uma proposta seja aceita, ela deve ser aceitável para ambas as partes", disse o ministro turco das Relações Exteriores, Mevlüt Cavusoglu.

Rússia e OTAN "têm de chegar com propostas que ambas as partes possam aceitar (...). Uma abordagem unilateral e irredutível não será aceitável para nenhuma das partes", advertiu Cavusoglu, ressaltando que o tema ucraniano não é uma questão "unilateral".

Em 12 de janeiro, está prevista uma reunião do Conselho OTAN-Rússia, órgão de consulta criado em 2002 entre os dois blocos.

Em 17 de dezembro, a Rússia divulgou duas propostas de tratado para limitar, drasticamente, a influência americana e da OTAN perto de suas fronteiras.

Os documentos foram publicados em plena tensão entre a Rússia e o Ocidente ao longo da fronteira com a Ucrânia, onde americanos e europeus acusam Moscou de preparar uma ofensiva militar.

Os dois textos apresentados - um em relação à OTAN, e outro, com os Estados Unidos - pretendem impedir uma nova ampliação da Aliança Atlântica para o leste e o estabelecimento de bases militares americanas em antigos países soviéticos.

Na quinta-feira, União Europeia e Otan voltaram a manifestar seu apoio à Ucrânia.

Há sete anos, a Aliança Atlântica denuncia, sistematicamente, a anexação da península ucraniana da Crimeia, por parte da Rússia, exigindo que se respeite a soberania territorial da Ucrânia.

A Rússia e os países ocidentais se acusam mutuamente de provocação, ao aumentarem suas capacidades militares em suas fronteiras comuns.

No início de dezembro, o presidente russo, Vladimir Putin, criticou o uso, por parte do Exército ucraniano, de drones militares fornecidos pela Turquia. Ancara também provocou a irritação da OTAN por comprar um sistema de defesa russo, apesar de ser membro da aliança.

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