Turquia prende 181 pessoas em investigações sobre golpe fracassado

Um veículo transfere um réu de terrorismo por seus supostos vínculos com o pregador Fethullah Gülen, a quem a Turquia aponta como o cérebro da tentativa de golpe de julho de 2016, em 18 de julho de 2018 em Aliaga

As autoridades turcas prenderam 181 pessoas no âmbito das investigações contra partidários do movimento acusado de promover o golpe de Estado fracassado na Turquia em julho de 2016, anunciou nesta terça-feira o Ministério Público de Ancara.

A promotoria emitiu mandados de prisão contra 260 pessoas suspeitas de terem usado o ByLock, um aplicativo de mensagens criptografadas que Ancara considera o meio privilegiado de comunicação dos conspiradores e que serve como elemento de acusação em vários julgamentos relacionados ao golpe.

Além disso, outros 18 mandados de prisão, incluindo dez contra médicos, foram emitidos em uma segunda investigação relacionada ao mesmo assunto.

Entre os suspeitos, 171 foram presos em Ancara e dez em outras províncias. Os demais alvos de mandados de prisão são procurados.

Além disso, o principal partido de oposição na Turquia, o CHP, anunciou que um prefeito de sua formação em um distrito da cidade de Izmir (oeste), Burak Oguz, foi preso por supostos vínculos com o movimento.

O pregador Fethullah Gülen, instalado nos Estados Unidos há cerca de duas décadas, administra uma rede acusada por Ancara de ter se infiltrado nas instituições turcas com o objetivo de derrubar o presidente Recep Tayyip Erdogan.

De acordo com a Turquia, Gülen é o cérebro da tentativa de golpe de julho de 2016.

Desde o golpe fracassado, as autoridades perseguem seus partidários com expurgos iniciados após a revolta, de uma magnitude sem precedentes na história moderna da Turquia. Mais de 50.000 pessoas foram presas e mais de 140.000 demitidas ou suspensas de suas funções.