Twitter registrou recorde de pedidos de governos para exclusão de conteúdo

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Twitter registrou recorde de pedidos de governos para exclusão de conteúdo

Por Elizabeth Culliford

NOVA YORK (Reuters) - O Twitter disse que governos de todo o mundo fizeram pedidos para remover conteúdo de um número recorde de contas de usuários entre janeiro e junho do ano passado, segundo dados que seriam divulgados pela empresa de mídia social nesta terça-feira. A plataforma disse que os governos fizeram 43.387 demandas legais para a remoção de conteúdo de 196.878 contas no período, segundo dados do último relatório de transparência da empresa visto pela Reuters. O Twitter afirmou que este foi o maior número de contas já alvo de solicitações de remoção por governos em um relatório desde que a empresa começou a divulgá-los em 2012. Também foi o maior número de solicitações de remoção pelos governos.

Noventa e cinco por cento dessas demandas vieram de cinco países, com a maioria tendo o Japão como origem, seguido por Rússia, Turquia, Índia e Coreia do Sul, disse a rede social. O site está bloqueado em vários países, incluindo China e Coreia do Norte.

O Twitter disse que reteve o acesso ao conteúdo em certos países ou exigiu que os titulares de contas removessem parte ou todo o conteúdo relatado em 54% das demandas legais globais neste período. “Estamos enfrentando desafios sem precedentes à medida que governos de todo o mundo tentam cada vez mais intervir e remover conteúdo”, disse a vice-presidente de políticas públicas globais e filantropia do Twitter, Sinead McSweeney, em comunicado.

"Esta ameaça à privacidade e à liberdade de expressão é uma tendência profundamente preocupante que requer toda a nossa atenção." As principais empresas de mídia social estão enfrentando escrutínio contínuo de governos e reguladores globais sobre o material que permitem em suas plataformas. No ano passado, o Twitter enfrentou disputas com governos da Índia à Nigéria sobre moderação e regulamentação de conteúdo.

O Twitter também, junto com empresas como o Facebook, da Meta, e o Google, da Alphabet, enfrentou críticas nos Estados Unidos e em outros países sobre como combate questões como desinformação e discurso de violência em sua plataforma.

(((Reportagem de Elizabeth Culliford))

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