Twitter: Veja a cronologia da negociação até acordo de compra da plataforma por Elon Musk

Elon Musk realizou nesta quinta-feira uma reunião virtual com funcionários do Twitter - a primeira desde que o dono da Tesla e da SpaceX concordou em comprar a empresa por US$ 44 bilhões no fim de abril. Até chegar, porém, ao momento de debate com os colaboradores, houve uma série de impasses e idas e vindas entre os interesse dos bilionário e dos acionistas da companhia.

Mas afinal, como se deu a negociação da rede até chegar ao acordo de compra pelo homem mais rico do mundo?

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Veja a seguir a cronologia da compra do Twitter, uma das mais faladas aquisições do setor de tecnologia:

16 de março: Musk e a liberdade de expressão

Elon Musk disse em março que considerava seriamente criar uma rede social para promover "liberdade de expressão" na internet. O executivo inclusive fez diversas enquetes em seu perfil sobre o papel do Twitter como espaço que deveria permitir opiniões divergentes. Dois dias antes, o bilionário já tinha se tornado o maior acionista do Twitter, mas o anúncio só seria divulgado semanas depois.

04 de abril: Musk se torna maior acionista da plataforma

A informação de que Musk detiém de uma fatia de 9,2% da rede foi publicada em documento registrado na Securities Exchange Comission (SEC, o órgão regulador de mercado de capitais dos EUA). O feito deu ao executivo o posto de maior acionista da plataforma o que, na visão de analistas, pode indicar que o bilionáro pretende influenciar na política de conteúdo do Twitter.

De acordo com o registro na SEC, Musk detém 73,5 milhões de ações do Twitter, ou cerca de US$ 3 bilhões, pela cotação dos papéis da última sexta-feira. As ações são detidas pelo grupo Elon Musk Revocable Trust, do qual ele é o único administrador.

05 de abril: Elon Musk é indicado ao conselho do Twitter

Um dia após divulgar sua participação no Twitter, Musk foi indicado como membro do conselho de diretores da empresa, conforme apontam documentos da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês).

Naquele dia, o CEO do Twitter, Parag Agrawal, disse em seu perfil na rede social que manteve conversas com Musk nas últimas semanas e que a participação do empresário deveria fortalecer a empresa no longo prazo. Em resposta, Musk disse que espera ajudar a rede social a ter "melhorias significativas nos próximos meses".

09 de abril: Crítica ao Twitter

O bilionário usou sua conta no Twitter para provocar a companhia. Musk perguntou aos seus se a rede social estava morrendo, fazendo alusão a contas com muitos seguidores, porém pouco ativas. Ele também criticou o modelo do Twitter Blue, serviço pago da companhia.

10 de abril: Musk desiste de entrar para o conselho do Twitter

No dia em que sua indicação seria considerada para o conselho do Twitter, Musk desistiu de ter uma cadeira no grupo que lidera a rede social. A desistência foi informada por Agrawal, mas o executivo não deu detalhes sobre a decisão do bilionário.

“Nós valorizamos e sempre vamos valorizar a contribuição dos nossos acionistas estejam eles no conselho ou não. Elon é o nosso maior acionista e continuaremos abertos aos seus conselhos”, comentou Agrawal.

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14 de abril: Musk faz oferta para comprar plataforma

O bilionário fez uma proposta para comprar o Twitter por cerca de US$ 43,4 bilhões (R$ 197 bilhões), afirmando que a rede social precisa fechar seu capital para se tornar uma plataforma de livre expressão. O conselho da companhia disse que avaliaria a oferta.

15 de abril: Musk diz que transação não visa ‘fazer dinheiro’

No dia seguinte à oferta, Musk disse em uma entrevista que teria um ‘plano B’ caso não conseguisse comprar o Twitter, mas que os detalhes do que faria nesse cenário ficariam "para outra hora". Ele afirmou que não tem a intenção de "fazer dinheiro" com a transação e que julga o Twitter como uma ferramenta importante para a liberdade de expressão no mundo.

21 de abril: US$ 21 bilhões 'do bolso' para comprar o Twitter

Em documento apresentado à SEC, Musk afirmou que conseguiu cerca de US$ 46,5 bilhões para financiar a operação. A maioria - US$ 21 bilhões - viria de seus próprios recursos, e o restante, de dois empréstimos junto a bancos com o banco Morgan Stanley, um de US$ 13 bilhões e outro de US$ 12,5 bilhões.

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25 de abril: Musk chega a acordo para comprar Twitter

O Twitter aceitou a proposta de compra feita por Elon Musk, o homem mais rico do mundo, após uma reunião entre o empresário e executivos da rede social. A transação foi estimada em US$ 44 bilhões, tornando a companhia de capital fechado. A oferta feita aos acionistas prevê o pagamento de US$ 54,20 por ação, um preço 38% acima do valor em Bolsa da empresa em 1º de abril, antes da proposta do bilionário.

6 de maio: Acionistas contestam a compra

A compra da rede social foi contestada em um processo de um fundo de pensão da Flórida, segundo o qual o acordo não pode ser fechado antes de 2025 porque Musk era um "acionista interessado" na plataforma de rede social.

Musk tinha acordos com outros grandes acionistas do Twitter, incluindo seu consultor financeiro Morgan Stanley e o criador da plataforma, Jack Dorsey para confiar em suas ações ao fazer uma oferta de compra da empresa no mês passado.

13 de maio: Musk suspende temporariamente a compra

O bilionário disse que sua oferta de US$ 44 bilhões para comprar o Twitter estava "temporariamente suspensa", derrubando as ações da companhia em até 25% nas negociações de pré-mercado em Nova York. Poucas horas depois, o empresário voltou à rede social para dizer "que está comprometido com a compra".

O motivo para uma eventual desistência seria a falta de detalhes sobre o número de contas falsas ou de robôs na plataforma. Alguns analistas, no entanto, avaliam que o anúncio pode ser uma estratégia do empresário para adiar a compra do Twitter e jogar o preço do negócio para baixo.

06 de junho: Musk acusa Twitter e abre a porta para retirar oferta de compra

O CEO da Tesla voltou a ameaçar retirar sua oferta para comprar o Twitter, alegando que a rede social não cumpre suas obrigações de fornecer os dados necessários sobre contas falsas.

O texto foi divulgado no site da agência reguladora do mercado de ações, a SEC. A plataforma afirmou que compartilha informações com Musk conforme o acordo assinado e pretende concluir a operação ao preço acordado.

Musk, segundo a nota, necessita de mais informações para preparar a transação e finalizar o lançamento da operação. O fundador da Tesla afirma que a metodologia utilizada pelo Twitter não é "adequada" e sustenta que deve realizar a sua "própria análise". Musk pediu "repetidamente" mais informações da rede social, de acordo com sua carta.

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