Uber pagará quase R$ 11 milhões a passageiros com deficiência; entenda

Taxas costumam ser cobradas se a pessoa levar mais de dois minutos para entrar no carro (Getty Creative)
Taxas costumam ser cobradas se a pessoa levar mais de dois minutos para entrar no carro (Getty Creative)
  • Empresa concordou em deixar usuários com deficiência isentos de cobrança do gênero no futuro

  • Uber ressaltou que sua política era reembolsar as taxas de espera para passageiros com deficiência e negou irregularidades

  • Aplicativo concordou em pagar mais de US$ 1,7 milhão a cerca de 1.000 passageiros que reclamaram

O Uber fez um acordo e concordou pagar mais de US$ 2 milhões (quase R$ 11 milhões) para resolver reclamações feitas pelo governo dos Estados Unidos de que suas taxas cobradas por tempo de espera discriminavam clientes com deficiência.

A empresa concordou em deixar usuários com deficiência isentos de cobrança do gênero no futuro, depois que mais de 1.000 pessoas reclamaram das taxas, que costumam ser cobradas se a pessoa levar mais de dois minutos para entrar no carro.

Ao aceitar o acordo, o Uber ressaltou que sua política era reembolsar as taxas de espera para passageiros com deficiência e negou irregularidades. "Há muito tempo é nossa política reembolsar as taxas de tempo de espera para passageiros com deficiência quando eles nos alertam de que foram cobrados", disse a empresa em nota.

O aplicativo de transportes começou a cobrar taxas de espera em algumas cidades dos Estados Unidos em 2016, eventualmente expandindo a prática. A taxa média foi inferior a 60 centavos, alegou a empresa na época.

Sob os termos do acordo, o Uber concordou em pagar mais de US$ 1,7 milhão a cerca de 1.000 passageiros que reclamaram, além de mais US$ 500.000 a algumas pessoas identificadas pelo Departamento de Justiça americano.

Polêmicas recentes

Uma investigação realizada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos aponta que o Uber teria usado estratégias eticamente questionáveis durante a expansão global. Essas ações podem ser potencialmente ilegais.

Nomeado como "Arquivos da Uber", o levantamento realizado por veículos midiáticos mostra que representantes da empresa aproveitaram a reação violenta de algumas pessoas do setor de táxis para obter apoios e driblar autoridades de fiscalização.

A empresa também teria feito lobby com governos para expandir a atuação, como no momento em que realizou um encontro com Emmanuel Macron, ministro da Economia entre 2014 e 2016, um aliado na França. A companhia esperava que o governo encorajaria os reguladores a serem menos 'conversadores'.

As investigações apontam que as ações do Uber são ilegais e que, possivelmente, os executivos sabiam disso. O The Guardian aponta ainda que a empresa adotou táticas similares em países como Bélgica, Holanda, Espanha e Itália.

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