Ucrânia bloqueia sites populares e serviços de internet russos

Mulher balança bandeira da Ucrânia em Kiev, em 22 de fevereiro de 2017

A Ucrânia adotou nesta terça-feira novas sanções contra a Rússia, que acusa de apoiar os rebeldes separatistas do leste ucraniano, e bloqueou o acesso e seu território a vários sites e serviços de internet populares de empresas russas.

As medidas decretadas por Kiev afetam a rede social VKontatke (VK), chamada de "Facebook russo", que tem mais de 15 milhões de usuários ucranianos, assim como a rede Odnoklassniki e o portal Mail.ru. As três empresas são controladas pelo magnata russo Alisher Usmanov.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, denunciou "uma nova manifestação da política hostil e intolerante em relação à Rússia, uma nova decisão depois tantas outras que violam o direito dos ucranianos de obter informação".

Ele não descartou medidas de represália.

Em um comunicado, o Mail.ru afirma que lamenta uma decisão "com motivos políticos", que "afetará, em primeiro lugar, os usuários (dos serviços), os cidadão ucranianos", quase 25 milhões de pessoas.

Mas o bloqueio não deve ter consequências financeiras para o grupo, porque a parte da Ucrânia em sua arrecadação "não é significativa", completa a nota.

sanções apontam também contra o grupo Yandex, que tem cotação na Bolsa de Nova York, proprietário de uma famosa ferramenta de buscas e que desenvolveu vários serviços (agregador de textos da imprensa, cartografia).

O acesso aos serviços estão bloqueados, seus ativos na Ucrânia foram congelados e as operações comerciais e financeiras limitadas.

As medidas adotadas pelo presidente Petro Poroshenko, que também afetam a empresa de segurança cibernética Kaspersky Lab, ampliam as que foram adotadas contra Moscou desde a anexação da Crimeia em março de 2014, prelúdio de um conflito no leste do país que deixou mais de 10.000 mortos em três anos.

Neste sentido, as autoridades ucranianas proibiram certos bens, filmes ou livros russos, além da restrição da atividade de filiais de bancos russos ou o veto a seu espaço aéreo às companhias russas.

Os decretos de terça-feira aumentam de 682 a 1.228 o número de russos ou supostos apoiadores do Kremlin proibidos de residir na Ucrânia.