Ucrânia chega com força a Davos para pedir ao Ocidente mais ajuda

Uma importante delegação da Ucrânia, chefiada pela primeira-dama Olena Zelenska, estará nesta semana no Fórum de Davos (Suíça), para tentar convencer os países ocidentais a fornecer mais armas e ajuda humanitária àquele país.

"Por isso estou aqui", disse hoje em Davos o prefeito de Kiev e ex-boxeador Vitali Klitschko, questionado sobre a necessidade de mais ajuda, quase um ano após o início da invasão russa. "Por isso é muito importante se reunir e conversar. É muito importante fazer contatos pessoais", reforçou o líder ucraniano.

A Ucrânia já havia estado no centro dos debates em maio, na edição anterior do Fórum Econômico Mundial (WEF), que reúne anualmente centenas de líderes políticos e empresariais nas montanhas suíças.

Olena Zelenska fará um discurso amanhã em Davos, enquanto o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, o fará por videoconferência no dia seguinte. É esperada a presença de vários funcionários ucranianos, entre eles os prefeitos de Mikolaiv e Lviv, bem como os ministros da Economia, Cultura e Tecnologia Digital, o que converte a Ucrânia em uma das maiores delegações nacionais do evento.

"A economia ucraniana está totalmente destruída, a infraestrutura está destruída, a vida pacífica do nosso povo está destruída", ressaltou Vitali Klitschko em Davos. A guerra "é uma tragédia, porque Putin tem a ideia maluca de querer reconstruir o Império Soviético. Já vivemos nele e não queremos voltar à URSS", acrescentou.

Assim como no ano passado, líderes e empresários russos não foram convidados para as reuniões em Davos e muitos deles estão proibidos de viajar pela Europa.

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