Ucrânia comemora "ponto de virada" após Alemanha endurecer posição sobre Rússia

Ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, ergue bandeira do país do lado de fora de embaixada alemã em Kiev

Por Tom Balmforth e Alexander Ratz

KIEV, Ucrânia (Reuters) - A Ucrânia saudou o que chamou de "ponto de virada histórico" após a ministra das Relações Exteriores alemã, Annalena Baerbock, visitar Kiev nesta terça-feira e declarar apoio à candidatura da Ucrânia à adesão plena à União Europeia, além do corte dos laços energéticos com a Rússia.

Baerbock é a mais alta funcionária do governo alemão a visitar a Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro, à medida que ambos os países procuravam consertar os laços após disputar questões como o fornecimento de armas e a implementação de sanções.

A Alemanha declarou apoio a um embargo ao petróleo russo, e Baerbock disse que o país visa reduzir a zero suas importações de energia russa, acrescentando que "isso vai continuar assim para sempre".

Seguindo os passos dos Estados Unidos e do Reino Unido, Baerbock também anunciou a reabertura da embaixada alemã na capital ucraniana, um gesto simbólico de confiança depois que seus diplomatas foram retirados do país.

Baerbock, que visitou Kiev com seu homólogo holandês, disse que os dois países forneceriam 12 peças de artilharia Howitzer à Ucrânia, e que o treinamento sobre como operá-las começaria imediatamente.

"O fato de a Alemanha estar defendendo a paz, a integridade territorial e a soberania da Ucrânia -- este é um ponto de virada histórico e estou grato ao governo alemão por esta posição", disse o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba.

"Gostaria de agradecer à Alemanha por mudar sua posição sobre uma série de questões. Vimos o primeiro foguete russo atingir Kiev em 24 de fevereiro e ele também atingiu a política tradicional da Alemanha", disse ele, em uma reunião conjunta.

Ele citou como exemplos a mudança de posição da Alemanha em relação ao fornecimento de armas e seu apoio ao embargo ao petróleo russo.

As relações entre Keiv e Berlim vinham sendo espinhosas. O chanceler alemão, Olaf Scholz, estava relutante em visitar a Ucrânia desde que Kiev recusou uma visita do presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier.

Steinmeier, aliado social-democrata de Scholz, é impopular em Kiev porque é associado na Ucrânia a uma política alemã anterior de buscar estreitas relações comerciais e outros laços com a Rússia.

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