Ucrânia diz esperar resposta após avanço em Kharkiv

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Ministério da Defesa da Ucrânia disse, em seu relatório desta segunda-feira (16), que a Rússia está "tentando deter a ofensiva das Forças de Defesa ao norte da cidade de Kharkiv e impedi-las de chegar à fronteira estatal da Ucrânia". "O inimigo está preparando uma ofensiva de forças concentradas na área da cidade de Izium", em referência a cidade da região de Kharkiv. O Ministério da Defesa da Rússia anunciou ter feito ataques na área, destruindo equipamentos aéreos.

Kharkiv é a segunda maior cidade da Ucrânia e foi um dos primeiros alvos das forças russas na invasão ao território ucraniano, iniciada em 24 de fevereiro. Ontem, a Defesa ucraniana mostrou imagens de combatentes restaurando o sinal no trecho da fronteira com a Rússia na região de Kharkiv.

Segundo Oleg Synegubov, governador da região, "os ocupantes russos reduziram significativamente a intensidade do bombardeio de Kharkiv graças às nossas Forças Armadas", mas reforçando que "o perigo para a população civil ainda existe". "As Forças de Defesa da região de Kharkiv continuam mantendo sua posição e realizando operações de contra-ofensiva bem-sucedidas." A guerra russa na Ucrânia chegou ao 82º dia nesta segunda (16).

A Defesa ucraniana disse que o exército russo "concentrou seus principais esforços na direção de Donetsk", área do leste ucraniano com separatistas pró-Rússia.

Enquanto isso, além dos avanços em Kharkiv, a Ucrânia disse ter feito um ataque na região de Kherson contra as forças russas, que ocupam a região, no sul do país. A ação aconteceu em Chornobaivka, onde "posições inimigas" foram atingidas. "Eles perderam mão de obra e equipamentos."

Em Sievierodonetsk, na região de Lugansk, leste da Ucrânia, tropas explodiram "pontes ferroviárias ocupadas pelos russos" que ligam a cidade a Rubizhne. "O objetivo do bombardeio era impedir as forças de ocupação russas de atacar Lysychansk e Sievierodonetsk", disse Sergey Gaidai, governador da região.

Em Mariupol, no sudeste ucraniano, "o inimigo continua com artilharia maciça e ataques aéreos". A Defesa ucraniana disse que "os principais esforços dos ocupantes foram bloquear e destruir" as unidades no complexo Azovstal, ponto de resistência na cidade portuária, sitiada pelos russos.

Empresas fora da Rússia

O McDonald's disse nesta segunda-feira (16) que vai vender todos os seus restaurantes na Rússia por causa da guerra russa na Ucrânia, que teve início em 24 de fevereiro. O anúncio da venda das unidades ocorre após 32 anos de atividades da empresa no país.

E, em razão das sanções dos países ocidentais contra a Rússia, a montadora francesa Renault confirmou que vendeu seus ativos no país ao Estado russo. Esta é a primeira nacionalização de uma multinacional desde o início da invasão da Ucrânia.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos