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Ucrânia, fome e liberdade de imprensa. Assim termina o Fórum Económico Mundial

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A edição deste ano do Fórum Económico Mundial chegou ao fim, esta quinta-feira, com a guerra na Ucrânia a dominar quase todos os painéis de debate.

O chanceler alemão, Olaf Scholz não fugiu à regra e perante uma plateia de líderes e empreendedores mundiais, em Davos, afirmou estar convicto de que "Putin não vai ganhar esta guerra".

Ele já falhou no alcance de todos os seus objetivos estratégicos. A tomada de controlo russa de toda a Ucrânia parece hoje mais distante do que o que estava no início, sobretudo por causa da impressionante resistência do exército e da população ucranianos

Os efeitos do conflito que se arrasta há mais de três meses são também uma preocupação para vários especialistas na área dos negócios.

Em entrevista à Euronews, Arancha Gonzalez, ex-diretora executiva do Centro Internacional de Comércio, destacou o "efeito cascata" da guerra, com a retenção de cereais nos portos ucranianos a agravar a crise económica mundial e a fome em vários pontos do planeta.

Os preços dos alimentos estão de novo a subir a novos máximos, depois da crise alimentar de 2008. Estamos a ter dificuldades em fazer sair os alimentos de onde eles estão, porque os alimentos existem, os alimentos estão lá, o trigo, os cereais estão lá. Temos de garantir que estes alimentos possam sair da Ucrânia, quanto mais não seja para garantir que respondemos às necessidades humanitárias.

Os desafios da liberdade de imprensa

Jornalistas, defensores da liberdade de imprensa e activistas dos direitos humanos debateram esta quinta-feira como os governos e o sector privado tentam controlar uma imprensa livre e o que pode ser feito para salvaguardá-la.

No palco, Agnès Callamard, secretária-Geral da Amnistia Internacional, Sasha Vakulina, editora da Euronews, Christophe Deloire, Secretário-Geral da ONG Repórteres Sem Fronteiras, e Patrick Chappatte, Cartoonista Editorial e Presidente da Freedom Cartoonists Foundation, partilharam os seus receios e visões do mundo editorial, num momento em que, como recordou o representante dos Repórteres Sem Fronteiras, "p.ela primeira vez na história das democracias há uma distorção sem precedentes de concorrência , há agora no ecossistema digital, uma vantagem competitiva para o remorso, o discurso de ódio, o extremismo, para as pessoas que vêem conspirações em todo o lado e o próprio jornalismo está enfraquecido".

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