Ucrânia identificou 'milhares' de supostos crimes de guerra no Donbass

A justiça ucraniana identificou "milhares" de casos de supostos crimes de guerra no Donbass, declarou nesta terça-feira (31) sua procuradora-geral em visita a Haia, enquanto as forças russas avançam nesta região do leste, sua prioridade estratégica.

"Identificamos alguns milhares de casos com base no que vemos no Donbass", disse a procuradora-geral ucraniana Iryna Venediktova em entrevista coletiva na capital holandesa, onde se encontrou com vários colegas internacionais.

Ela esclareceu que se tratava, em particular, de suspeitas de transferências forçadas de pessoas - adultos, mas também possivelmente crianças - para diferentes partes da Federação Russa.

Mas também poderia envolver a tortura de pessoas, morte de civis e destruição de infraestrutura civil, acrescentou.

As autoridades ucranianas não têm acesso a áreas do Donbass sob controle russo, mas estão interrogando evacuados e prisioneiros de guerra, disse Venediktova em entrevista coletiva na sede da agência judiciária europeia Eurojust.

No total, a Ucrânia identificou 15.000 casos de supostos crimes de guerra em todo o país desde a invasão russa em 24 de fevereiro, acrescentou.

Também identificou 600 suspeitos de crime de agressão, incluindo "oficiais militares, políticos e agentes de propaganda da Federação da Rússia", e quase 80 suspeitos de supostos crimes de guerra em solo ucraniano, acrescentou.

A procuradora-geral está nesta segunda e terça-feira na sede da Eurojust para uma reunião de coordenação com os seus colegas da Equipe Europeia de Investigação Conjunta (JIT).

A Eurojust anunciou que as autoridades judiciárias da Estônia, Letônia e Eslováquia se juntaram a esta equipa criada em março pela Lituânia, Polônia e Ucrânia, e à qual se juntou em abril a Procuradoria do TPI.

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