Ucrânia prossegue com política de "desrussificação"

A Ucrânia intensificou a política a que chama de "desrussificação", e limitou ainda mais a expressão da cultura russa no país. A Rada, o Parlamento ucraniano, aprovou novas medidas que proíbem a impressão de livros de escritores russos que tenham mantido a cidadania após a queda da União Soviética, em 1991.

O livreiro Olexandr Drobin diz que "é impossível implementá-la. Eles fizeram esta lei, mas como implementá-la, ninguém sabe. O que devemos fazer? Pegar nestes livros, pô-los na rua e queimá-los"?

A importação de livros da Rússia, Bielorrússia ou dos territórios ocupados da Ucrânia foi também proibida

"Isto é guerra, por isso, na minha opinião, precisamos de medidas mais duras, é claro, e precisamos de cancelar muitas coisas relacionadas com a russificação que tiveram lugar no passado. Esta é a minha opinião", sublinha o livreiro Anatoly Gounko.

No entanto, há quem considere que o país deve ter outras prioridades

Uma ucraniana defende que "as consequências da guerra com a Rússia são muito graves", mas considera que "ratificar tal lei não é realmente apropriado pois Neste momento, existem problemas muito mais importantes".

Nadine, empregada de uma livraria, considera que há aqui uma oportunidade pois diz que "desde o início da guerra, a procura por literatura ucraniana, por escritores ucranianos, aumentou muito. É por isso que se irão publicar novos escritores".

A lei precisa, ainda, de ser assinada pelo presidente Volodymyr Zelenskyy para entrar em vigor, mas não há indicação de que ele se oponha.

De fora das restrições ficam os grandes clássicos da literatura russa, como Aleksandr Pushkin ou Liev Tolstoi.

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