Ucrânia recebe foguetes poderosos prometidos por Biden

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O Ministério da Defesa da Ucrânia anunciou que o país recebeu nesta quinta-feira um poderoso sistema de foguetes que os americanos haviam prometido no início do mês. A arma, capaz de disparar foguetes guiados por satélite capazes de atingir alvos a até 80 km de distância, era pleiteada há meses pelo governo do presidente Volodymyr Zelensky.

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Pelo Twitter, o ministro Oleksii Reznikov disse que o Sistema Americano de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade (Himars, na sigla em inglês) fará com que este verão seja “o último” que alguns “ocupantes russos” verão. Junto, postou uma imagem do sistema:

“Os Himars chegaram na Ucrânia. Obrigado ao meu colega e amigo Lloyd J. Austin III por essas ferramentas poderosas”, disse o responsável pela Defesa ucraniana, referindo-se ao seu par em Washington, sem especificar quantos lançadores de foguetes foram entregues.

As poderosas armas americanas reforçam o arsenal militar ucraniano diante da invasão russa, que na sexta completa cinco meses. O HIMARs é de alta tecnologia e é montado sobre rodas, o que proporciona mais agilidade e capacidade de manobrá-lo no campo de batalha. Seu alcance de 80 km vai muito além do de qualquer artilharia que Kiev usa atualmente.

Cada unidade sua pode transportar seis foguetes guiados por GPS, cada um deles com o mesmo poder explosivo de uma bomba de 500 libras (227 kg) lançada do ar. Segundo a Al-Jazeera, o sistema pode ser carregado em um minuto por uma equipe pequena, cujo treinamento leva cerca de três semanas.

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Quando o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou que faria o envio dos HIMARs, seu governo disse que Kiev deu garantias de que as armas não seriam usadas para atacar o território russo. A estratégia faz parte de um esforço delicado de ajudar os ucranianos a repelir a invasão, mas não ao ponto de participarem ativamente da guerra, o que poderia provocar o Kremlin a ampliar sua ofensiva.

Biden descartou, por exemplo, enviar sistemas de lançamento de foguetes de largo alcance (MLRS) que podem chegar ao território russo, apesar de Kiev ter pedido diversas vezes este tipo de armamento. Ainda assim, a Rússia na época condenou o envio dos HIMARs, afirmando não confiar nos ucranianos e alertando para os riscos de arrastar um "terceiro país" para os combates.

Após esgotar seu arsenal na batalha pelo Leste ucraniano, a ex-república soviética depende agora de seus aliados para obter armas para contra-atacar. Sua experiência com as tecnologias ocidentais, contudo, é limitada, já que construiu seu Exército e Defesa com equipamentos russos e soviéticos, como armas pequenas, tanques e obuses.

No início da guerra, além das preocupações com uma co-beligerância gerasse um conflito entre a Rússia e a Otan, os aliados temiam também que suas tecnologias caíssem nas mãos dos russos. Por isso, ofereceram a princípio seus arsenais de fabricação russa.

Tais armas, contudo, também já foram usadas ou destruídas, forçando a migração para armas com especificidades ocidentais. Kiev reclama da velocidade de entrega, mas os países ocidentais afirmam querer garantir que os militares da Ucrânia possam usá-las com regularidade e segurança. O ritmo controlado também reduz o risco de que os estoques sejam destruídos por bombardeios dentro da Ucrânia.

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Junto com o HIMARs, os americanos também prometeram enviar à Ucrânia canhões M777 howitzer. Considerado a principal peça de artilharia dos EUA, a arma que fez sua estreia no Afeganistão é capaz de efetuar até cinco disparos por minuto.

O pacote inclui ainda mísseis antitanque Javelin, capazes de destruir veículos de guerra e facilmente transportados, e mísseis Stinger, eficazes para abater aeronaves a baixas altitudes, funcionando como um sistema de defesa aéreo portátil. Não está claro, no entanto, se também já foram entregues.

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