Ucrânia recebe sistemas de defesa antiaéreos

O anúncio foi feito esta, segunda-feira, pelo ministro ucraniano da Defesa. Numa publicação no Twitter, Oleksii Reznikov afirmou que "estas armas reforçarão significativamente o exército ucraniano e tornarão os céus mais seguros".

Entretanto, horas antes, o Kremlin recusou comentar uma notícia do The Wall Street Journal que dizia que o Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, conversou com o assessor presidencial russo, Yury Ushakov, e o Secretário do Conselho de Segurança, Nikolay Patrushev, sobre a inadmissibilidade do uso de armas nucleares e a expansão do conflito na Ucrânia.

"Não temos nada a dizer sobre esta publicação. Os jornais anglo-saxónicos publicam muitas falsidades. (...) Temos dito, repetidamente, que o lado russo permanece aberto à realização dos seus objetivos através de negociações. Temos também chamado repetidamente a atenção de todos para o facto de que, de momento, não vemos tal possibilidade, porque Kiev adotou uma lei para não prosseguir com quaisquer negociações com o lado russo", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Entretanto, três milhões de habitantes na capital ucraniana vivem na escuridão. Os apagões em Kiev são constantes uma vez que cerca de 40% da infraestrutura de energia da Ucrânia foi danificada ou destruída pela Rússia.

O autarca da cidade, Vitali Klitschko já avisou os habitantes para se prepararem para abandonarem a capital em caso de um apagão total.