Ucrânia critica ataques na Moldávia e diz que Rússia quer trazer país para guerra

Antenas destruídas na região separista de Transnístria, na Moldávia (Centro de Prensa del Ministerio del Interior de la República Moldava de Pridnestrovia vía AP, HO)
Antenas destruídas na região separista de Transnístria, na Moldávia (Centro de Prensa del Ministerio del Interior de la República Moldava de Pridnestrovia vía AP, HO)
  • Rússia afirmou que quer abrir um caminho na Moldávia

  • Ucrânia ressaltou integridade territorial do país vizinho

  • Moldávia se prepara para conter escalada de violência

Dois meses após o início da guerra no leste europeu, a Ucrânia condenou nessa terça-feira (26) os ataques feitos à Moldávia, na região separista de Transnístria, que é pró-Rússia.

O Ministério das Relações Exteriores ucraniano emitiu um comunicado declarando que os bombardeios são “tentativas russas de arrastar” o país vizinho para a guerra.

“Os incidentes coincidiram com as declarações do comando militar russo sobre seus planos de ocupar todo o sul da Ucrânia e estabelecer um corredor terrestre para a região da Transnístria na Moldávia”, disseram.

Horas antes do comunicado feito pela Ucrânia, a Moldávia relatou um segundo ataque, com granadas e explosões. A investida direcionou-se contra uma unidade militar perto da cidade de Tiraspol, onde foi criado o alerta contra terrorismo foi elevado para o nível vermelho.

O país do presidente Volodymyr Zelensky afirmou ainda que apoia a integridade territorial e condenou qualquer tipo de invasão em larga escala.

Em resposta à Ucrânia, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, avaliou que essas circunstâncias evocam “séria preocupação” e que Moscou acompanha de perto os acontecimentos.

Rússia faz ameaça à Moldávia

Na semana passada, o vice-comandante do distrito militar central da Rússia, Rustam Minnekayev, afirmou que o governo russo quer abrir “caminho” para a Transnístria.

“O controle sobre o sul da Ucrânia é outro caminho para a Transnístria, onde também há evidências de que a população de língua russa está sendo oprimida”, destacou.

Território da Moldávia controlado pela Rússia desde a queda da União Soviética, a Transnístria travou uma guerra contra a Moldávia na década de 1990, com o apoio russo.

Moldávia analisa medidas

A presidente da Moldávia, Maia Sandu, criticou os ataques recebidos e ameaçou tomar medidas para garantir o que chamou de paz no país.

“A situação na região separatista é complexa e tensa, mas a Moldávia continua aberta a negociar uma solução pacífica para as questões”, ressaltou Sandu após reunião do conselho de segurança do país.

Ela também condenou qualquer tentativa de arruinar a paz no país e disse que a Moldávia está preparada para evitar a escalada da violência. “Incidentes recentes são uma tentativa de aumentar as tensões. Avaliações mostram que facções pró-guerra na região da Transnístria são responsáveis ​​pelos ataques”, afirmou.

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