Ucranianos perdem esperanças com resgate de sobreviventes após ataque russo em Dnipro

Bombeiros trabalham no resgate após ataque russo

DNIPRO, Ucrânia (Reuters) - A Ucrânia admite que há pouca esperança de retirar mais sobreviventes dos escombros de um prédio de apartamentos na cidade de Dnipro neste domingo, um dia depois que o edifício foi atingido por um ataque de mísseis russos, deixando dezenas de mortos.

O presidente Volodymyr Zelenskiy disse que uma criança está entre as 25 pessoas mortas até agora, citando ainda 73 feridos, incluindo 13 crianças. Trinta e nove pessoas foram resgatadas, mas outras 43 seguem desaparecidas, disse ele no aplicativo de mensagens Telegram.

Equipes de emergência disseram ter ouvido pessoas gritando por socorro debaixo de pilhas de escombros do prédio de nove andares na região centro-sul da cidade e estavam aproveitando os momentos de silêncio para direcionar esforços. As temperaturas congelantes também preocupam os socorristas.

Um grupo de bombeiros encontrou uma mulher com roupas leves e ainda viva mais de 18 horas após o ataque. Eles a socorreram enquanto dezenas de residentes, jovens e idosos, assistiam à cena horrorizados da rua.

Antes, um corpo havia sido retirado pelos bombeiros das ruínas.

"As chances de salvar vidas agora são mínimas", disse o prefeito de Dnipro, Borys Filatov, à Reuters. "Acho que o número de mortos será na casa das dezenas."

Filatov disse que um míssil russo Kh-22 atingiu um condomínio de apartamentos, totalizando cerca de 76 residências.

A Rússia disparou duas ondas de mísseis contra a Ucrânia no sábado, atingindo alvos em todo o país enquanto os combates prosseguem em campo de batalha nas cidades orientais de Soledar e Bakhmut.

Moscou, que iniciou a invasão do país vizinho em fevereiro de 2022, vem atacando a infraestrutura de energia da Ucrânia com mísseis e drones desde outubro, causando blecautes e interrupções no aquecimento central e no abastecimento de água.

Em uma declaração neste domingo sobre o dia anterior de ataques, o Ministério da Defesa russo não mencionou Dnipro como um alvo específico.

(Por Herbert Villarraga)