UE, Alemanha e França advertem contra ataques antissemitas

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Socorristas prestam atendimento em meio a bombardeios sobre a Faixa de Gaza, na cidade israelense de Sderot, em 12 de maio de 2021

Um integrante da cúpula da Comissão Europeia denunciou, nesta sexta-feira (14), os ataques contra comunidades e espaços judaicos no território da União Europeia (UE), os quais classificou de "clara manifestação de antissemitismo".

O vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela promoção do estilo de vida europeu, Margaritis Schinas, pediu ação aos Estados-membros da UE e que "permaneçam vigilantes" contra estas manifestações.

"Profundamente preocupado com os recentes ataques contra comunidades e locais judaicos na UE. São uma clara manifestação de antissemitismo que deve ser fortemente condenada", frisou.

"Apoiamos nossas comunidades judaicas e pedimos aos nossos Estados-membros que se mantenham em alerta por sua segurança", insistiu.

Procurado pela AFP, Schinas disse que sua mensagem no Twitter foi uma resposta a informes de hostilidade contra comunidades judaicas na Alemanha, Áustria, Espanha e Reino Unido.

Mais cedo, o porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, já havia alertado que a Alemanha não vai tolerar manifestações antissemitas, depois que os manifestantes queimaram bandeiras israelenses em protesto contra a violência dos últimos dias em Gaza.

"Quem ataca uma sinagoga, quem danifica símbolos judeus mostra que não se trata da crítica a um Estado, à política de um governo, mas de uma agressão e de [um ato de] ódio contra uma religião e [contra] aqueles que pertencem a ela", declarou o porta-voz Steffen Seibert, em entrevista coletiva.

Os disparos de foguetes para Israel, por parte do movimento islamista palestino Hamas, são "ataques terroristas", completou o porta-voz.

"Trata-se de ataques terroristas que têm apenas um objetivo: matar pessoas sem fazer distinções (...) e espalhar o medo", insistiu, acrescentando que o governo de Merkel defende "o direito de Israel à legítima defesa frente a estes ataques".

"Estes disparos de foguetes devem cessar imediatamente", frisou.

Já a França proibiu uma marcha de protesto pró-palestinos, convocada para sábado. O chefe da polícia de Paris, Didier Lallement, disse temer que o protesto gere desordem e "ataques às sinagogas e aos interesses israelenses".

Em um primeiro momento, a manifestação deveria comemorar a Nakba, o êxodo de centenas de milhares de palestinos após a criação do Estado de Israel, em 1948. Diante da violência em Israel e na Faixa de Gaza nos últimos dias, as autoridades alegam que a participação na marcha possa ser muito maior do que se antecipava.

O ministro do Interior, Gérald Darmanin, pediu aos chefes de polícia de outras cidades que acompanhem de perto as marchas convocadas e as proíbam, se necessário, para proteger os locais frequentados pela comunidade judaica.

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