UE aprova novas sanções devido à situação em Belarus

Sergei SUPINSKY
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(Arquivo) A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Ann Linde

Os chanceleres da União Europeia (UE) deram sinal verde, nesta sexta-feira (14), para sancionar a repressão em Belarus após a questionada reeleição do presidente Alexandre Lukashenko.

"A UE iniciará agora um processo de sanções contra os responsáveis pela violência, prisões e pela fraude em relação às eleições", tuitou a ministra sueca das Relações Exteriores, Ann Linde.

Três autoridades europeias disseram à AFP que, durante a videoconferência, nenhum chanceler se opôs à decisão e que agora devem "estabelecer uma lista" com as pessoas a serem sancionadas.

Desde domingo, esta ex-república soviética é palco de protestos contra a reeleição de Lukashenko, no poder há 26 anos, com 80% dos votos, segundo as autoridades.

As forças de ordem reprimiram os protestos contra essa vitória considerada fraudulenta pelos manifestantes, com um saldo de dois mortos, dezenas de feridos e pelo menos 6.700 presos.

A pressão aumentou na UE para adotar novas sanções contra Belarus, sobre a qual pesa um embargo à venda de armas e de material que possa ser usado para a repressão.

"Precisamos de mais sanções contra aqueles que violaram os valores democráticos ou abusaram dos direitos humanos", pediu algumas horas antes a titular da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O chanceler lituano, Linas Linkevicius, cujo país acolhe a opositora Svetlana Tijanóvskaya, propôs a criação de um fundo da UE para ajudar manifestantes afetados pela repressão policial.

Os europeus agora devem identificar os responsáveis pela "repressão" e pela "fraude" eleitoral, que se juntariam aos quatro já sancionados com o congelamento de bens e a proibição de viajar para a UE.

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