UE avança em acordo para reduzir consumo de energia

Os Estados da União Europeia (UE) e os eurodeputados definiram, nesta sexta-feira (10), um plano para reduzir o consumo de energia no bloco em 11,7% até 2030, com atenção especial para o setor público.

A Comissão Europeia, braço Executivo do bloco, apresentou a proposta em julho de 2021 como parte de um plano ambicioso para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 55% até 2030, em comparação com 1990.

Além das metas climáticas da UE, essas medidas também desempenham um papel central na tentativa do bloco de diminuir esse consumo como forma de reduzir sua dependência de combustíveis de origem russa.

Em comunicado, o Parlamento Europeu anunciou que "será implantado um mecanismo rigoroso de monitoramento e execução para garantir que os Estados-membros respeitem suas contribuições nacionais para esta meta europeia vinculativa".

O acordo ainda terá que ser formalmente aprovado pelos representantes dos países da UE em Bruxelas.

De acordo com o projeto, cada país do bloco deve reduzir seu consumo anual de energia em cerca de 1,5% ao ano. O setor público de cada país deve reduzir seu consumo em 1,9% ao ano.

Além disso, os países do bloco terão que renovar anualmente pelo menos 3% da superfície dos prédios públicos, para melhorar sua eficiência energética e reduzir o consumo.

O acordo também prevê uma melhoria nos planos locais de calefação e refrigeração em cidades com mais de 45.000 habitantes, particularmente por meio da eliminação de combustíveis fósseis para novas infraestruturas.

Originalmente, a Comissão havia proposto uma meta de redução de 9% no consumo de energia, mas os 11,7% acordados estão significativamente abaixo dos 14,5% defendidos pelos eurodeputados.

O relator do projeto, o eurodeputado social-democrata Niels Fuglsang, comemorou que "pela primeira vez temos uma meta vinculante para o consumo de energia. É uma grande vitória, um acordo positivo para o clima".

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