UE busca evitar novo caos por fechamento de fronteiras internas

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Um policial federal alemão para um veículo para o controle em um posto de fronteira com a Áustria, perto de Zinnwald

A Comissão Europeia pediu, nesta segunda-feira (15), para coordenar as restrições fronteiriças dos Estados-membros para conter as transmissões do coronavírus depois que a Alemanha e Bélgica impuseram medidas que minam a liberdade de movimento no bloco.

A Comissão Europeia informou que enviou cartas aos países membros para enfatizar as recomendações de viagem acordadas em 2020 em um esforço para prevenir que se repita o caos visto no começo da pandemia, quando os fechamentos unilaterais das fronteiras tornaram imprevisível o trânsito de cargas e passageiros.

A Comissão já expressou sua discordância das restrições da Alemanha e de medidas semelhantes adotadas na Bélgica desde janeiro, que restringem dramaticamente o fluxo de todas as viagens não essenciais dentro e fora de seu território.

Um porta-voz da comissão, Christian Wigand, disse que a UE quer que os Estados-membros sigam as recomendações acordadas em outubro, baseadas em códigos de cores relacionados com o risco de infecção, em vez de fazer isso de forma autônoma.

"Esperamos que todos os Estados-membros sigam esta abordagem coordenada e as restrições de viagem baseadas no código da cor comum", insistiu.

"Devem evitar os fechamentos de fronteiras e as proibições gerais de viagem", acrescentou.

No domingo, a Alemanha passou a autorizar a conta-gotas as travessias fronteiriças da Áustria e República Tcheca, em uma tentativa de frear a propagação de variantes do coronavírus que surgiram no Reino Unido, África do Sul e Brasil.

O governo alemão disse nesta segunda-feira que não descartaria fazer o mesmo em sua fronteira com a França, apesar dos protestos de Paris.

O porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, disse que Berlim "continua monitorando a situação e revisando continuamente nossas medidas para combater a pandemia".

Acrescentou que os fechamentos de fronteiras "não eram normais" e se tratava de um "último recurso", mas que a Alemanha estava "em uma situação em que devemos fazer todo o possível para evitar que mutações mais agressivas do vírus se propaguem tão rapidamente na Alemanha como aconteceu em outros lugares".

Os comentários de Seibert ocorreram horas depois de o ministro francês de Assuntos Europeus, Clement Beaune, pedir à Alemanha para não fechar suas fronteiras com a França.

"Não queremos que a Alemanha feche a fronteira por completo", pediu Beaune depois que Berlim introduziu controles rígidos em suas fronteiras com a Áustria e a República Tcheca durante o fim de semana.

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