UE chama corte de gás da Rússia de 'chantagem'; bloco diz estar 'preparado'

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 14.11.2019 - O presidente russo, Vladimir Putin, durante reunião do Brics, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 14.11.2019 - O presidente russo, Vladimir Putin, durante reunião do Brics, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, chamou nesta quarta-feira (27) o corte no fornecimento de gás da Rússia à Polônia e à Bulgária de "chantagem", mas disse que o bloco está "preparado" para a falta de abastecimento após o anúncio feito pelo governo do presidente Vladimir Putin. O comunicado sobre a interrupção foi feito ontem pela empresa Gazprom, sob alegações de que a companhia não teria recebido o pagamento em rublos dos dois países membros da UE (União Europeia).

"O anúncio da Gazprom é outra tentativa da Rússia de nos chantagear com gás. Estamos preparados para este cenário. Estamos definindo uma resposta coordenada para toda a UE. Os europeus podem confiar que estamos unidos e solidários com os Estados-Membros afetados", afirmou von der Leyen em publicação no Twitter.

Bulgária e Polônia não aceitaram pagar pelo suprimento na moeda russa. A exigência foi feita pela Rússia a países considerados "hostis", com o objetivo de proteger o valor do rublo das sanções impostas desde o início da guerra na Ucrânia, em 24 de fevereiro.

Segundo informações da agência de notícias Bloomberg, quatro compradores europeus já pagaram pelo gás russo em rublo, informou uma pessoa próxima à Gazprom.

O primeiro-ministro da Bulgária, Kiril Pettkov, denunciou hoje uma "chantagem inaceitável", depois que o grupo russo Gazprom suspendeu o fornecimento de gás ao país e à Polônia, ambos integrantes da União Europeia (UE).

A interrupção, decidida porque estes países não pagaram pelo abastecimento em rublos, como a Rússia exige em resposta às sanções ocidentais, "constitui uma grave violação do contrato", declarou Petkov.

"Não vamos ceder a uma chantagem assim", disse.

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