UE condena 4 militares de alta patente por uso de armas químicas Síria

Bruxelas, 20 mar (EFE).- O Conselho da União Europeia (UE) decidiu nesta segunda-feira sancionar outros quatro importantes militares do regime sírio pelo uso de armas químicas contra a população civil no país, informou em comunicado o órgão.

A medida, tomada "em consonância com a política da UE em matéria de luta contra a proliferação e o uso de armas químicas", acrescenta essas quatro pessoas à lista de autoridades sírias que já são alvo de medidas restritivas por parte da União.

Ao todo, são 239 as pessoas submetidas à proibição de viajar ou que tiveram bens congelados por ser responsável de repressões violentas contra civis na Síria, beneficiar-se do regime, apoiá-lo ou por estar associadas a ditas pessoas. A lista também inclui 67 cujos ativos ficaram congelados na UE.

A decisão de hoje - tomada pelo Conselho mediante procedimento escrito - e os nomes das quatro novas pessoas punidas serão divulgados no Diário Oficial da UE de amanhã.

A União Europeia também aplica à Síria sanções como o embargo de petróleo, restrições a determinados investimentos e o congelamento dos ativos do Banco Central da Síria na UE. Também foram incluídas restrições à exportação de equipamentos e tecnologias que possam ser utilizados para a repressão interna, assim como dos destinados a vigiar ou interceptar comunicações telefônicas e pela internet.

Estas medidas foram prorrogadas pela última vez em 27 de maio de 2016 e, em princípio, estarão em vigor até 1 de junho de 2017.

O Conselho lembrou que a UE "continua comprometida com a conquista de uma solução política duradoura para o conflito da Síria dentro do marco vigente estipulado pela ONU", e insistiu que "não cabe esperar uma solução militar para a guerra civil síria".

Além disso, apontou que a UE é o principal doador e já forneceu mais de 9,4 bilhões de euros à assistência humanitária e ao desenvolvimento desde o início do conflito começou, há seis anos. EFE

rja/cdr