UE condena decisão de Israel de desalojar palestinos para criar zona militar

Grupos de direitos civis israelenses denunciaram uma decisão do Supremo Tribunal que aprovou o despejo de cerca de 1.000 aldeões palestinos para dar lugar a uma zona de treinamento militar (AFP/HAZEM BADER) (HAZEM BADER)

A União Europeia (UE) condenou, nesta terça-feira (10), uma sentença judicial em Israel que aprovou o despejo, "por razões militares", de mais de mil cidadãos palestinos na Cisjordânia para instalar um campo de aulas de tiro.

"O estabelecimento de uma zona de tiro não pode ser considerado como 'um motivo militar imperativo' para transferir a população sob ocupação", alertou o porta-voz do chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.

Em um comunicado, Borrell apontou que "a expansão dos assentamentos, as demolições e os despejos são ilegais, segundo o direito internacional".

Por isso, acrescentou, a UE "condena tais planos e insiste em que Israel cesse as demolições e os despejos, em conformidade com suas obrigações em virtude do direito internacional humanitário e do direito internacional dos direitos humanos".

No caso de Masafer Yatta, a Zona de Tiro 918, uma área agrícola perto de Hebron na Cisjordânia ocupada, tem sido uma das mais longas batalhas legais de Israel.

Os moradores de oito localidades recorreram à Justiça durante cerca de 20 anos, lutando contra os esforços do governo israelense para desalojá-los.

No início da década de 1980, o Exército declarou o território de 3.000 hectares (30 quilômetros quadrados) uma zona militar restrita e afirmou que estava desabitado.

Os cerca de mil palestinos que ali vivem ressaltam que esta área é lar de seu povo muito antes de os soldados israelenses colocarem os pés na Cisjordânia, ocupado desde 1967 pelo Estado judeu.

Israel capturou esse território na Guerra dos Seis Dias e, agora, mais de 475 mil colonos israelenses vivem na Cisjordânia, em comunidades consideradas ilegais segundo o direito internacional.

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