UE denunciou obstáculos ao acesso à ajuda humanitária em Tigré

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Mulher etíope carrega saco de trigo durante a distribuição de alimentos do governo etíope em Alamata, em 11 de dezembro de 2020

A União Europeia denunciou nesta sexta-feira (14) os obstáculos da Etiópia à entrega de ajuda humanitária para a região de Tigré, no norte do país, como uma "grave violação do direito internacional humanitário".

"O uso da ajuda humanitária como arma de guerra constitui uma grave violação do direito internacional humanitário e põe em perigo a vida de milhões de pessoas", advertiram em um comunicado o chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, e o comissário da UE para situações de emergência, Janez Lenarcic.

Os obstáculos afetam "a capacidade da ajuda de chegar às áreas rurais, onde a crise humanitária é mais grave", acrescentaram.

Pelo menos 5,2 milhões dos 5,7 milhões de habitantes de Tigré precisam de ajuda alimentar de emergência, disseram.

De acordo com Borrell e Lenarcic, "assistência imediata e em grande escala deve ser fornecida para prevenir a fome. Os responsáveis por bloquear deliberadamente o acesso de ajuda serão responsabilizados".

Tigré é palco de confrontos desde o início de novembro de 2020, na sequência da decisão do primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, de enviar o exército do seu país para expulsar a Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF), partido que então liderava a região.

Em dezembro, a Comissão Europeia suspendeu o pagamento de cerca de 90 milhões de euros (110 milhões de dólares) em ajuda orçamentária à Etiópia, depois que Adis Abeba não garantiu o acesso humanitário total a Tigré.

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