UE e Otan propõem fortalecer cooperação

A União Europeia (UE) e aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pretendem reforçar sua cooperação, segundo um comunicado obtido pela AFP nesta segunda-feira (9).

A UE e a Otan têm como objetivo há anos aprofundar sua relação, apesar dos temores de que um papel europeu reforçado na defesa possa minar a aliança militar liderada pelos Estados Unidos.

"Estamos diante de uma conjuntura fundamental para a segurança e a estabilidade euro-atlântica, que demonstra mais do que nunca a importância do vínculo transatlântico e pede uma cooperação mais estreita entre a UE e a Otan", afirma a declaração, que deve ser oficialmente assinada e apresentada na terça-feira (10).

"Na medida em que as ameças à segurança e os desafios que enfrentamos estão evoluindo em alcance e magnitude, levaremos nossa parceria ao próximo nível", apontam as duas organizações na declaração.

O texto destaca a necessidade de enfrentar a "crescente concorrência geoestratégica", proteger a infraestrutura crítica e fazer frente às ameaças de tecnologias emergentes e no espaço como áreas importantes para uma cooperação mais profunda.

Até agora, 21 dos 27 estados membros da UE já fazem pare da Otan. E, como consequência da guerra na Ucrânia, outros dois países do bloco europeu - Suécia e Finlândia - iniciaram o processo de adesão à aliança transatlântica.

A declaração acrescenta que as duas organizações "desempenham funções complementares, coerentes e de reforço mútuo em apoio à paz internacional".

Por esta razão, a UE e a Otan comprometem-se a "mobilizar ainda mais" suas capacidades políticas, econômicas e militares.

O documento será assinado na próxima terça-feira pelo secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg; o chefe do Conselho Europeu, Charles Michel, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Os esforços liderados pela França para expandir e fortalecer o papel da UE na defesa do bloco causaram nervosismo entre os países do Leste Europeu, que veem os Estados Unidos como o pilar de sua segurança.

A declaração conjunta, a primeira desde 2018, deixa claro que a aliança militar "continua sendo a base da defesa coletiva" para seus membros e para a área euro-atlântica no geral.

Mas também reconhece "o valor de uma defesa europeia mais forte e capaz, que contribua positivamente para a segurança global e transatlântica e seja complementar e interoperável com a Otan".

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