UE estende prazo para resolver diferenças sobre plano de recuperação da Hungria

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O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban

A Comissão Europeia anunciou, nesta quinta-feira (29), que decidiu estender o prazo para que a Hungria cumpra com as demandas sobre seu plano de recuperação econômica pós-pandemia, que permitiria o acesso desse país aos fundos europeus.

"A comissão está trabalhando junto com a Hungria de forma construtiva, com o objetivo de finalizar a avaliação até o final de setembro', disse uma porta-voz, que acrescentou que "a comissão solicitou uma ampliação do prazo e a Hungria não se opôs".

A Comissão tem a tarefa de distribuir para cada país os recursos que lhe correspondem no programa de recuperação pós-pandemia, de cerca de 750 bilhões de euros (890 bilhões de dólares).

Cada um dos 27 países deve apresentar um plano sobre como investir esses recursos, embora essa proposta deva ser aprovada pela Comissão Europeia, autorização que no caso da Hungria ainda não foi estendida.

O plano húngaro de recuperação pós-pandemia chega a quase 7,2 bilhões de euros.

A estagnação do plano húngaro de recuperação ocorreu depois que as tensões entre Hungria e a maioria dos sócios da UE se desencadearam abertamente por uma controversa lei anti-LGBT que, segundo analistas, iguala a pedofilia à homossexualidade.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, insiste que essa legislação é uma proteção para as crianças e se recusa a retirá-la, apesar das ações jurídicas da Comissão Europeia.

A UE insiste que sua avaliação do plano de recuperação não envolve a lei LGBT e que o atraso se deve às deficiências do plano húngaro em questão de compromissos contra a corrupção e garantias sobre a independência judicial.

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