UE garante mais doses para acelerar campanha de vacinação contra covid-19

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UE garante mais vacinas contra covid-19

A campanha de vacinação contra a covid-19 na União Europeia (UE) parece ganhar velocidade após semanas de críticas por sua lentidão, com o anúncio de um aumento importante na entrega de doses por parte dos laboratórios.

O coronavírus continua provocando duras restrições no continente. Mais otimistas, Itália e Polônia estão na contramão, alegando seu dispositivo anticovid, e voltaram a abrir seus museus.

O laboratório alemão BioNTech prometeu, nesta segunda-feira (1o), entregar para a UE no segundo trimestre até 75 milhões de doses da vacina desenvolvida com a americana Pfizer. Os dois sócios esperam "aumentar o fornecimento a partir da semana de 15 de fevereiro".

O objetivo é fornecer "a quantidade de doses que nos comprometemos (a entregar) no primeiro trimestre", assim como "até 75 milhões de doses adicionais para a União Europeia no segundo trimestre" devido aos contratos existentes, explicou o diretor financeiro, Sierk Poetting.

Este anúncio ocorre no mesmo dia em que começa uma cúpula entre os líderes alemães e vários grupos farmacêuticos para tentar acelerar a campanha de vacinação, que avança lentamente na Alemanha e em muitos outros países europeus.

- "Etapa crucial" -

O laboratório AstraZeneca, que gerou um forte descontentamento entre os líderes europeus pelos atrasos de produção registrados, vai finalmente aumentar no primeiro trimestre as entregas de sua vacina em 30%, autorizada na sexta-feira nos mercados europeus.

A empresa vai "proporcionar 9 milhões de doses suplementares", ou seja, 40 milhões de doses no total, "começará as entregas uma semana antes do previsto" e "também estenderá sua capacidade de fabricação na Europa", disse no domingo a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen.

A UE mantém seu objetivo de vacinar 70% dos adultos antes "do fim do verão" boreal (inverno no Brasil).

Em um setor sob pressão para acelerar o ritmo, outro anúncio chegou nesta segunda-feira: o gigante farmacêutico Bayer afirmou que produzirá a partir de 2022 a vacina contra o coronavírus que está sendo desenvolvida pela empresa alemã CureVac.

"Temos a capacidade necessária para produzir a vacina da CureVac baseada no RNAm" (RNA mensageiro), disse à imprensa o responsável pelo setor farmacêutico da Bayer, Stefan Oelrich, acrescentando que o objetivo da empresa é produzir 160 milhões de doses em 2022.

A filial inglesa do Serviço Público de Saúde britânico (NHS England) anunciou ter superado uma "etapa crucial", já que a vacina foi administrada "em cada lar de idosos que cumpre os requisitos na Inglaterra", ou seja, "mais de 10.000 estabelecimentos".

No Oriente Médio, a Autoridade Palestina receberá em meados de fevereiro 50.000 vacinas contra o coronavírus e lançará sua campanha de vacinação na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, informou o primeiro-ministro, Mohammed Shtayyeh, nesta segunda-feira.

- Capela Sistina aberta -

Em Roma, os visitantes formavam filas na entrada do Coliseu e da Capela Sistina nesta segunda-feira, em função da reabertura ao público desses emblemáticos pontos turísticos.

A grande maioria das regiões italianas foi classificada como "amarelas", de risco moderado, com exceção de Alto Adige (norte), Úmbria (centro), Puglia, Sardenha e Sicília (sul), classificadas como "laranja", de risco médio.

O restante do mundo continua, porém, endurecendo as medidas restritivas, especialmente nas viagens, para combater uma pandemia que já causou mais de 2,2 milhões de mortes.

A França fechou hoje suas fronteiras com os países externos à UE, e medidas parecidas foram tomadas em Portugal, Alemanha e Canadá, para frear a terceira onda da covid-19.

Os 10 milhões de habitantes de Lima iniciaram, no domingo (31), uma quarentena obrigatória destinada a conter a nova onda da pandemia, que infectou 120.000 peruanos no mês de janeiro.

Nos Estados Unidos, o país mais afetado com quase 440.000 mortes, foi emitida uma ordem generalizada para exigir o uso de máscaras no transporte público, em aviões, ônibus, trens e balsas.

O impacto da pandemia sobre o setor aéreo continua devastador. A companhia aérea Ryanair anunciou hoje um prejuízo líquido de 306 milhões de euros (cerca de 370 milhões de dólares), entre outubro e dezembro, e espera o pior ano de sua história, devido ao colapso do tráfego pela pandemia.

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