UE lança procedimento para sancionar presidente bielorrusso e seu filho

·2 minuto de leitura
Presidente da Belarus, Alexander Lukashenko, presta juramento durante sua cerimônia de posse em Minsk, em 23 de setembro de 2020
Presidente da Belarus, Alexander Lukashenko, presta juramento durante sua cerimônia de posse em Minsk, em 23 de setembro de 2020

A União Europeia lançou, nesta quarta-feira (4), o procedimento para sancionar o presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, seu filho Viktor e treze outros responsáveis pela repressão no país, informaram fontes diplomáticas em Bruxelas.

A autorização para proibir vistos e congelar os bens do presidente e de outras 14 autoridades bielorrussas foi dada esta tarde pelos embaixadores dos 27 países membros da UE e um procedimento escrito foi lançado para permitir que os governos confirmem esta decisão e para publicá-la no Diário Oficial da UE, disseram as mesmas fontes.

A UE já impôs proibições de viagens e congelamento de bens a 40 aliados de Lukashenko por manipularem as eleições presidenciais de agosto e por sua responsabilidade em reprimir os protestos que abalaram o país após essas eleições.

No entanto, a UE se absteve de penalizar Lukashenko, na esperança de persuadi-lo a iniciar um diálogo com as forças da oposição para resolver a crise. 

Esta esperança, porém, não se concretizou e, em meados de outubro, os ministros das Relações Exteriores da UE deram o seu aval para a adoção de medidas contra o líder.

Segundo a UE, o chefe de Estado bielorrusso é "responsável pela violenta repressão do aparato estatal antes e depois das eleições presidenciais de 2020", segundo documentos consultados pela AFP.

Ele também é considerado responsável pela exclusão de candidatos importantes da oposição nas eleições, de "prisões arbitrárias e maus-tratos de manifestantes pacíficos, bem como intimidação e violência contra jornalistas".

A UE também sancionou o filho de Lukashenko, Viktor, que é conselheiro de segurança nacional interino em Belarus.

Entre as outras pessoas visadas estão o chefe de gabinete do presidente, Igor Sergeenko, o chefe do serviço secreto, Ivan Tertel, e o assessor de imprensa do chefe de Estado.

A UE não reconhece o resultado das eleições de 9 de agosto em Belarus e considera que o governo de Lukashenko carece de "legitimidade democrática".

csg/fmi/lb/mr