UE pede a Cuba para liberar manifestantes detidos nos protestos recentes

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Mulher agita bandeira cubana e exibe cartaz com foto de Fidel Castro em Havana, 26 de julho de 2021

O chefe de diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, pediu nesta quinta-feira (29) às autoridades de Cuba a libertação das pessoas detidas durante os protestos que ocorreram no início de julho em diversas cidades desse país.

"Pedimos ao governo de Cuba para respeitar os direitos humanos e liberdades consagradas nas Convenções (...). Pedimos que libertem todos os manifestantes detidos arbitrariamente e que escutem a voz dos cidadãos", diz a nota.

Borrell, que assinou esta nota em nome dos 27 países da UE, expressou sua preocupação "com a prisão de manifestantes e jornalistas, especialmente depois das manifestações de 11 de julho em todo o país".

O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, rejeitou "energicamente" a declaração de Borrell, em uma mensagem publicada no Twitter.

De acordo com Rodríguez, a declaração de Borrell "não se atreve a mencionar o bloqueio genocida dos Estados Unidos, que viola a soberania europeia e lhe impõe suas leis e tribunais. Sobre Cuba, mente e manipula. Poderia se ocupar da repressão policial brutal na UE".

Até o momento, não há números oficiais de pessoas detidas como consequência desses protestos.

Grupos opositores locais estimam que o número de detidos poderia ser de mais de 600, embora o chanceler Bruno Rodríguez afirme que a maioria deles já foi liberada mediante pagamento de multas ou "medidas cautelares domiciliares".

Os protestos também ocorreram fora de Cuba e a embaixada desse país em Paris foi atacada nesta semana. O Ministério Público de Paris informou na terça-feira que abriu uma investigação por "degradações por substância explosiva ou dispositivo incendiário".

Em sua nota publicada nesta quinta-feira, Borrell afirmou que a UE está pronta "para apoiar os esforços para melhorar as condições de vida dos cubanos".

ahg/mb/aa

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