UE precisa fazer mais para combater escassez de medicamentos, dizem organizações de pacientes

Cápsulas de amoxicilina são vistas na farmácia Delpech em Paris

LONDRES (Reuters) - O regulador de medicamentos da União Europeia precisa fazer mais para lidar com a escassez de alguns antibióticos amplamente usados na região, de acordo com uma carta de um grupo de organizações europeias de pacientes e consumidores vista pela Reuters nesta terça-feira.

A carta à Agência Europeia de Medicamentos (EMA) é divulgada no momento em que antibióticos, incluindo amoxicilina e amoxicilina + ácido clavulânico, e particularmente formulações para crianças, estão em falta desde outubro passado.

A carta informa que medidas como a substituição da amoxicilina por outros antibióticos reduziram a oferta de alguns outros medicamentos e que as medidas atuais para lidar com a escassez não estavam contendo a crise.

O consórcio pediu à EMA para declarar a atual escassez de antibióticos um “grande evento”, o que significaria que o regulador poderia coordenar ações para lidar com as deficiências em nível pan-europeu e aumentar as obrigações dos fabricantes.

A EMA e a Comissão Europeia não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

A carta foi assinada por 11 organizações, incluindo a Aliança Europeia de Saúde Pública (EPHA, na sigla em inglês) e a Organização Europeia do Consumidor (Beuc).

(Por Natalie Grover; Reportagem adicional de Maggie Fick)