Por atraso na entrega de vacinas e falta de "plano confiável", União Europeia processa AstraZeneca

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Em resposta, a AstraZeneca disse que a ação legal da UE não tem mérito e prometeu defender-se enfaticamente no tribunal.
Em resposta, a AstraZeneca disse que a ação legal da UE não tem mérito e prometeu defender-se enfaticamente no tribunal.
  • Comissão Europeia alega que empresa não está cumprindo contrato de suprimento de vacinas

  • AstraZeneca diz que ação não tem mérito e prometeu defesa "enfática"

  • Contrato prevê entrega de 300 milhões de imunizantes no período de dezembro a junho

A Comissão Europeia comunicou nesta segunda-feira que abriu um processo contra a AstraZeneca alegando que a empresa não cumpre seu contrato de suprimento de vacinas contra Covid-19 e não tem um plano "confiável" para garantir entregas. 

Em resposta, a AstraZeneca disse que a ação legal da UE não tem mérito e prometeu defender-se enfaticamente no tribunal. 

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"A AstraZeneca cumpriu completamente o Acordo de Compra Antecipada com a Comissão Europeia e se defenderá enfaticamente no tribunal. Acreditamos que qualquer litigação não tem mérito e saudamos esta oportunidade para resolver esta disputa o mais rápido possível", disse a companhia em comunicado divulgado nesta segunda. 

Segundo o contrato, a empresa se comprometeu a fazer seus "melhores esforços razoáveis" para entregar 180 milhões de doses de vacina à UE no segundo trimestre deste ano, de um total de 300 milhões no período de dezembro a junho. 

Mas em 12 de março a farmacêutica disse em um comunicado que procuraria entregar somente um terço disto. Uma semana depois, a Comissão Europeia enviou uma carta legal à empresa como primeiro passo de um procedimento formal para resolver disputas. 

Todos os 27 países-membros endossam a ação

Foto: Luka Dakskobler/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Foto: Luka Dakskobler/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

"A Comissão iniciou, na sexta-feira passada, uma ação legal contra a AstraZeneca", disse o porta-voz da UE em uma coletiva de imprensa, observando que todos os 27 países-membros apoiaram a medida. 

"Alguns termos do contrato não estão sendo respeitados, e a empresa não está em posição de criar uma estratégia confiável para garantir entregas oportunas de doses", disse o porta-voz, explicando o que desencadeou a medida. 

Pelo contrato, o caso terá de ser resolvido nos tribunais da Bélgica. 

"Queremos fazer com que haja uma entrega rápida de um número suficiente de doses a que os cidadãos europeus têm direito e que foram prometidas com base no contrato." 

 ***Por Francesco Guarascio