UE quer reduzir domínio do dólar em intercâmbios internacionais

Valdis Dombrovskis, vice-presidente executivo comunitário

A Comissão Europeia apresentou nesta quarta-feira (5) seu plano para reduzir o domínio do dólar nas negociações internacionais e fortalecer o papel do euro, especialmente nas transações no setor de energia.

A moeda única - que nasceu em 1º de janeiro de 1999 de forma imaterial e, em 1º de janeiro de 2002, com moeda e notas - "deve refletir o peso político, econômico e financeiro da zona do euro", à qual pertencem 19 países da União Europeia (UE), segundo o vice-presidente da Comissão, Valdis Dombrovskis.

O Executivo europeu busca iniciar consultas com os participantes do mercado, especialmente sobre as importações de petróleo, gás e outras matérias-primas, como metais, minerais e produtos agrícolas.

O comissário europeu da Energia, Miguel Arias Cañete, destacou a importância de reforçar o papel do euro como uma ferramenta para "reduzir o risco de rupturas no fornecimento e estimular a autonomia das empresas europeias".

A Comissão reconhece, no entanto, que "a decisão de utilizar uma moeda em vez de outra depende dos atores do mercado".