UE quer sancionar 'tráfico' de migrantes orquestrado por Belarus

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O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, diante do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, em 23 de novembro de 2021 (AFP/CHRISTIAN HARTMANN)

A União Europeia (UE) anunciou nesta terça-feira (23) que vai sancionar as empresas "cúmplices" no transporte de migrantes para as suas fronteiras, orquestrado segundo os ocidentais pelo presidente de Belarus, Alexander Lukashenko.

“A Europa não enfrenta uma crise migratória, mas sim uma tentativa de desestabilização por um regime totalitário não reconhecido pela UE”, acusou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, perante o Parlamento Europeu em Estrasburgo.

“Não podemos aceitar esta tentativa de intimidação”, afirmou o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

A UE decidiu responder à crise migratória por várias frentes: sanções contra Belarus, ajuda humanitária, pressão diplomática e apoio ao retorno dos migrantes aos seus países de origem.

Entre as medidas, a UE anunciou que vai proibir o arrendamento de aviões de países do bloco à companhia aérea bielorrussa Belavia.

"A maioria dos aviões que integram a frota de Belavia são arrendados a empresas da UE", destacou Michel durante a reunião plenária do Parlamento em Estrasburgo, França. "Uma decisão será tomada para acabar com isso. É iminente", acrescentou.

A Comissão Europeia afirmou ter apresentado um projeto de lei que sancione as "empresas cúmplices no tráfico e contrabando ilegal de migrantes", de acordo com sua presidente.

“Esses migrantes estão sendo enganados com promessas falsas e infames”, denunciou.

O marco jurídico permitirá sancionar os operadores de países terceiros, restringindo suas operações na UE, suspendendo licenças e autorizações, proibindo voos sobre a UE ou até mesmo escalas técnicas, explicou o vice-presidente da Comissão, Margaritis Schinas.

A Polônia, em particular, enfrentou nas últimas semanas um grande fluxo de migrantes, principalmente procedentes do Oriente Médio, até sua fronteira com Belarus.

"Essa proposta de lei terá que ser aprovada pelos Estados-membros e o Parlamento" europeu, destacou Von der Leyen.

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