UE quer ter força militar de mobilização rápida sem EUA até 2025, diz documento

·1 min de leitura
Membros de tropa da União Europeia esperam visita do primeiro-ministro da Áustria em Mautern

Por Robin Emmott

BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia está cogitando montar um força militar conjunta que chegaria a 5 mil soldados até 2025 para intervir em uma série de crises e sem contar com os Estados Unidos, de acordo com um esboço de plano.

A "Capacidade de Mobilização Rápida" da UE deveria ter componentes terrestres, marítimos e aéreos que poderiam ser acrescentados e retirados de qualquer força permanente, dependendo da crise, de acordo com o documento confidencial de 28 páginas datado de 9 de novembro e visto pela Reuters.

Ministros das Relações Exteriores e da Defesa da UE começaram a debater o plano na noite de segunda-feira em Bruxelas, e continuavam nesta terça-feira, com a meta de acertar um documento final até março do ano que vem.

A Eslovênia, que ocupa a presidência da UE, disse aos repórteres que os governos reagiram de forma positiva, mas ressaltou a desavença tradicional entre países do bloco focados na Rússia e aqueles que se preocupam com ataques terroristas e uma instabilidade no flanco sul.

"As primeiras impressões são bastante boas. É claro que precisamos ajustar a sintonia", disse o chanceler esloveno Matej Tonin.

Duas décadas depois de líderes da UE combinarem pela primeira vez montar uma força de 50 mil a 60 mil soldados que não conseguiram colocar em funcionamento, o esboço de estratégia do chefe de política externa do bloco, Josep Borrell, é o esforço mais concreto para se criar uma força militar autônoma que não dependa de recursos dos Estados Unidos.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos