UE reduz drasticamente reuniões presenciais por causa da pandemia

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Vista geral da reunião dos líderes europeus em Bruxelas
Vista geral da reunião dos líderes europeus em Bruxelas

A União Europeia decidiu reduzir drasticamente as reuniões presenciais de especialistas e altos funcionários, optando por mais videoconferências em um momento em que Bruxelas é atingida por um aumento dramático de casos de covid-19, disse um porta-voz nesta segunda-feira (26). 

No entanto, a presidência do Conselho Europeu advertiu que seria "virtualmente impossível" aproximar as posições dos eurodeputados sobre o orçamento de longo prazo do bloco sem conversas presenciais. 

Bruxelas, lar das principais instituições da UE, tem uma das taxas de infecção covid-19 mais altas do mundo, coincidindo com uma segunda onda de pandemia que está varrendo a Europa. 

Uma cúpula da UE precisou ser interrompida este mês depois que três líderes tiveram que se isolar por terem entrado em contato com pessoas testadas positivas para o vírus, e dois ministros das Relações Exteriores e um primeiro-ministro também foram contaminados. 

Grande parte do trabalho cotidiano na Comissão Europeia e no Conselho é agora realizado por teletrabalho, e o Parlamento Europeu optou por cancelar uma sessão plenária em Estrasburgo. 

Entretanto, os líderes temem que algumas questões - notadamente a disputa sobre os termos da estrutura orçamentária de sete anos da UE no valor de cerca de um trilhão de euros - só possam ser resolvidas após uma negociação presencial. 

"Só as reuniões essenciais necessárias para o funcionamento da UE ou para coordenar a resposta à crise da covid-19 continuarão a decorrer presencialmente e apenas com a condição de que todos os regulamentos de saúde e de distanciamento social possam ser rigorosamente observados", disse um porta-voz da UE. 

Essas medidas, acrescentou, "serão aplicadas enquanto a situação da pandemia em Bruxelas assim exigir". 

Os líderes da UE concordaram, em princípio, com os termos de um pacote de recuperação pós-pandemia de 750 bilhões de euros, apoiado por um orçamento de 1,075 trilhão de euros para cobrir os gastos da UE em 2021-2027. 

A UE ainda está dividida sobre uma proposta que vincula o acesso dos países aos fundos da UE e o Estado de direito em cada um deles.

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