A UE, sem o apoio da Hungria, pede um cessar-fogo entre israelenses e palestinos

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Josep Borrell em uma conferência de imprensa no final da videoconferência especial dos Ministros das Relações Exteriores europeus

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, considerou nesta terça-feira (18) como prioridade conseguir uma "cessação imediata" da violência e a "implementação de um cessar-fogo" entre israelenses e palestinos.

Os chanceleres europeus realizaram uma videoconferência de emergência para discutir a situação entre israelenses e palestinos, e não conseguiram alcançar uma posição unificada como resultado da dissidência da Hungria.

“A prioridade é a cessação imediata de toda violência e a implementação de um cessar-fogo. Não apenas concordar, mas implementar um cessar-fogo”, disse Borrell no final da videoconferência.

Borrell lamentou que os ataques contínuos "tenham levado a um grande número de vítimas civis", com um grande número "de crianças e mulheres, e isso é inaceitável".

Segundo Borrell, os chanceleres apoiam "o direito de Israel de se defender, mas consideram que isso deve ser feito de forma proporcional e respeitando o Direito Internacional Humanitário".

"Mais uma vez, condenamos os ataques com foguetes" realizados pelo grupo Hamas, disse ele.

Borrell também destacou que a segurança de israelenses e palestinos “exige uma solução política real”, e para isso será fundamental “restabelecer um horizonte político”.

O objetivo central nesta conjuntura, disse, era "proteger os civis e permitir o acesso de ajuda humanitária a Gaza".

Borrell, no entanto, destacou que a discussão dos chanceleres europeus sobre a crise entre israelenses e palestinos não chegou a uma posição unânime.

"Estou feliz em dizer que 26 dos 27 países membros apoiaram o sentido geral da discussão", afirmou, e em outra parte da coletiva de imprensa, falando em espanhol, Borrell confirmou que o país com a nota dissonante era a Hungria.

"Para ser honesto, tenho dificuldade em entender como se pode discordar quando o que foi escrito reflete a discussão geral. Mas, de qualquer maneira, tenho que tomar nota das opiniões", disse ele.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, disse que as posições europeias sobre o conflito entre israelenses e palestinos eram "parciais e desequilibradas".

"Tenho um problema geral com as declarações europeias sobre Israel ... Elas não são muito úteis, particularmente nas atuais circunstâncias, quando as tensões são tão altas", disse Szijjarto em Paris.

Pouco antes da videoconferência, o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, expressou a "necessidade" da União Europeia "falar com uma só voz".

Fontes palestinas afirmam que desde 10 de maio, 213 cidadãos palestinos, incluindo pelo menos 61 crianças, foram mortos por ataques israelenses em Gaza, com mais de 1.440 feridos.

Enquanto isso, fontes coincidentes relatam a morte de 12 pessoas, incluindo uma criança, com cerca de 294 feridos.

ahg/mb/ap

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