UFRJ quer tirar empresas do Polo de Biotecnologia para fazer licitação de área

Bruno Alfano

RIO - Pesquisas científicas de ponta correm risco de ser interrompidas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Vinte e quatro empresas que ocupam o Polo de Biotecnologia estão sendo expulsas pela instituição após o fim de um contrato de cessão de uso do terreno à Fundação Bio-Rio, e quatro só conseguiram garantir sua permanência na Ilha de Fundão através de uma liminar. Ao todo, as companhias têm faturamento estimado de R$ 85,7 milhões anuais e 715 funcionários.

As empresas realizam trabalhos como coleta e armazenamento de células-tronco e desenvolvimento de corais e mexilhões geneticamente modificados. As companhias foram incorporadas à UFRJ no ano passado. Agora, a universidade prepara uma licitação para escolher que companhias ocuparão o espaço. Mas, para não preferir o "princípio de impessoalidade", alega que as 24 firmas devem liberar o terreno antes da seleção.