Últimos 8 anos podem ter sido os mais quentes da história, diz agência da ONU

Segundo relatório de agência ligada à ONU, os últimos 8 anos podem ter sido os mais quentes já registrados na história. Foto: Getty Images.
Segundo relatório de agência ligada à ONU, os últimos 8 anos podem ter sido os mais quentes já registrados na história. Foto: Getty Images.

Resumo da notícia:

  • Relatório provisório de agência da ONU mostra que o período de 2015 a 2022 pode ter sido o mais quente já registrado;

  • O documento foi divulgado neste domingo, durante o primeiro dia da COP 27, no Egito;

  • A agência da ONU mostra que as concentrações dos principais gases do efeito estufa bateram recorde em 2021.

Relatório provisório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgado neste domingo (6) durante o primeiro dia da 27ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 27), no Egito, aponta que os últimos oito anos, de 2015 a 2022, caminham para se tornar os mais quentes já registrados na história.

A agência da Organização das Nações Unidas (ONU) também afirma que as concentrações dos principais gases causadores do efeito estufa, dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, atingiram níveis recordes no ano passado.

“Quanto maior o aquecimento, piores os impactos. Temos níveis tão altos de dióxido de carbono [um dos maiores contribuintes para a crise climática] na atmosfera agora que o 1,5°C do Acordo de Paris mal está ao nosso alcance”, afirmou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

O relatório também aponta que as ondas de calor extremas, assim como secas e inundações devastadoras, afligiram milhões de pessoas e custaram bilhões de dólares durante 2022.

Estimativa do Sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) indica que a temperatura média global neste ano subirá por volta de 1,15ºC acima da marca pré-industrial.

Pela primeira vez no Reino Unido a temperatura passou dos 40º. Enquanto isso, no Paquistão, chuvas recordes causaram a morte 1,7 mil pessoas.

Ao todo, 7,9 milhões foram descolados forçosamente da região. Já na África Ocidental, a seca mais longa em 40 anos acentuou a insegurança alimentar de cerca de 20 milhões de pessoas.

“Muitas vezes, os menos responsáveis ​​pelas mudanças climáticas sofrem mais –como vimos nas terríveis inundações no Paquistão e a seca mortal e prolongada no Chifre da África. No entanto, mesmo sociedades bem preparadas este ano foram devastadas por extremos –como visto pelas prolongadas ondas de calor e secas em grande parte da Europa e sul da China”, disse Taalas.