Ultradireita perde eleições em duas importantes regiões da França

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Por Michel Rose e John Irish

PARIS (Reuters) - A ultradireita da França foi derrotada pela direita tradicional em duas importantes regiões da França, mostraram pesquisas de boca de urna neste domingo, em um golpe para ambições presidenciais de sua líder, Marine Le Pen.

A região de Provence-Alpes-Cote d'Azur, no sul do país, vinha sendo a maior aposta do Rassemblement National, de extrema direita, para dar credibilidade à afirmação de Le Pen de que está apta para o poder antes das eleições presidenciais de 2022.

Porém, uma pesquisa de boca de urna do IFOP mostrou que a extrema direita venceu 44,2% do segundo turno, em comparação com 55,8% dos conservadores tradicionais. Uma segunda pesquisa da Opinionway mostrou que a extrema direita obteve 45% dos votos, em comparação com 55% de seus rivais.

Em outra derrota, na região norte de Hauts-de-France, as pesquisas mostraram que a chapa de centro-direita liderada pelo conservador Xavier Bertrand, outro candidato à eleição presidencial, caminhava para uma vitória confortável sobre a extrema direita.

Os conservadores destacaram que o forte desempenho da centro-direita em todo o país significa que ela é a força da mudança, já que o partido do presidente, Emmanuel Macron, teve resultados ruins, de acordo com as pesquisas eleitorais.

"A extrema direita foi paralisada e nós a fizemos recuar fortemente", disse Bertrand a seus apoiadores, momentos após o fechamento das urnas. "Este resultado me dá força para buscar o voto da nação", disse Bertrand, aludindo à eleição do próximo ano.

Se as projeções forem confirmadas, elas levantarão questões sobre o quão bem-sucedida foi a estratégia de Le Pen de suavizar a imagem de seu partido antiimigração para tentar capturar o voto da direita tradicional.

Mesmo assim, analistas dizem que o aparente fracasso de Le Pen e seu partido em vencer em duas de suas fortalezas não deve ser extrapolado para a eleição presidencial do próximo ano.

A participação eleitoral nas 13 regiões do país foi muito baixa e os eleitores normalmente têm pouca afinidade com suas administrações regionais, que são responsáveis ​​por promover o desenvolvimento econômico, transporte e escolas de ensino médio.

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